A fatia da população guianense de 15 anos ou mais que trabalha ou procura trabalho, pela GLFS do Bureau of Statistics.
O dado mais recente é preliminar e ainda será revisado pela fonte.
Barras mais claras: dado preliminar, ainda sujeito a revisão da fonte.
Força de trabalho ÷ população de 15 anos ou mais: quem está ocupado mais quem está procurando, como fatia de quem tem idade para trabalhar. É o denominador da taxa de desocupação visto de fora, o mesmo conceito da taxa de participação uruguaia e chilena.
Subiu junto com o boom do petróleo — e com a nova base amostral. A participação foi de 56,0% no terceiro trimestre de 2017 a 49,6% no terceiro de 2021, e depois para 56,5% no quarto trimestre de 2024 e 59,2% no quarto de 2025, o maior nível da série. Como a taxa de desocupação, o salto de 2021 para 2024 mistura o mercado de trabalho aquecido pelo petróleo com a troca da base amostral do Censo 2012 para o Censo 2022, que o BoS fez sem publicar um trimestre de transição.
Por que olhar ao lado da desocupação. A desocupação cai tanto quando alguém arruma emprego quanto quando alguém desiste de procurar — e nesse segundo caso a participação cai junto. As duas subindo ao mesmo tempo, como entre 2021 e 2024, é sinal de mais gente entrando no mercado de trabalho, não só de desemprego caindo por desalento.
De onde vem. A Guyana Labour Force Survey (GLFS) é a pesquisa domiciliar trimestral do Bureau of Statistics (BoS) sobre o mercado de trabalho, às pessoas de 15 anos ou mais, com apoio técnico do BID e da OIT desde que começou, no terceiro trimestre de 2017. Ao contrário do Uruguai ou do Chile, o BoS não publica uma planilha com a série inteira: cada boletim traz o trimestre corrente e uma comparação com um punhado de trimestres de referência. A série aqui é a montagem de dez boletins — os únicos que o BoS publicou e ainda disponibiliza no site —, não os cerca de 34 trimestres que existiriam desde 2017 se cada um tivesse saído a tempo. Faltam por completo 2020 T2–T4, 2021 T4 e os oito trimestres de 2022 e 2023; 2025 só tem o quarto trimestre.
A mudança de base amostral. Os boletins de 2017 a 2021 desenham a amostra a partir do Censo 2012; os de 2024 e 2025 usam o Censo Populacional e Habitacional de 2022. Não existe boletim de transição — a série salta de uma base para a outra entre o terceiro trimestre de 2021 e o quarto de 2024. Parte da queda que a série mostra nesse intervalo é o boom do petróleo (produção desde dezembro de 2019, PIB +43,5% em 2020 e +63,3% em 2022); parte é só a atualização dos pesos amostrais, que também reduz a população e a força de trabalho de referência. Os dados públicos não permitem separar as duas coisas.
Veja também a taxa de desocupação.
| Período | Participação | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 4º tri 2025preliminar | 59,2% | +2,7 p.p. |
| 4º tri 2024 | 56,5% | +6,9 p.p. |
| 3º tri 2021 | 49,6% | −0,7 p.p. |
| 2º tri 2021 | 50,3% | −0,8 p.p. |
| 1º tri 2021 | 51,1% | +0,7 p.p. |
| 1º tri 2020 | 50,4% | +1,4 p.p. |
| 4º tri 2019 | 49,0% | −0,3 p.p. |
| 3º tri 2019 | 49,3% | −2,4 p.p. |
| 2º tri 2019 | 51,7% | +1,2 p.p. |
| 1º tri 2019 | 50,5% | −1,3 p.p. |
| 4º tri 2018 | 51,8% | −1,9 p.p. |
| 3º tri 2018 | 53,7% | −2,4 p.p. |
| 2º tri 2018 | 56,1% | +1,1 p.p. |
| 1º tri 2018 | 55,0% | +0,5 p.p. |
| 4º tri 2017 | 54,5% | −1,5 p.p. |
| 3º tri 2017 | 56,0% | — |