A fatia da força de trabalho guianense que procurou emprego e não encontrou, pela Guyana Labour Force Survey do Bureau of Statistics.
O dado mais recente é preliminar e ainda será revisado pela fonte.
Barras mais claras: dado preliminar, ainda sujeito a revisão da fonte.
A taxa de desocupação é a fatia das pessoas de 15 anos ou mais que trabalham ou procuram trabalho — a força de trabalho — que não tinha emprego na semana de referência, procurou ativamente e estava disponível para começar. É o conceito da OIT, o mesmo do Uruguai, do Chile e da Venezuela.
Do maior boom de petróleo da região para a menor taxa de desemprego que o BoS já mediu. Em 12,0% no terceiro trimestre de 2017, quando a GLFS começou, a taxa passou de 14,5% no terceiro trimestre de 2021 para 6,8% no quarto de 2024 — mínimo histórico da série, noticiado pelo Department of Public Information (DPI) do governo guianense — e 6,2% no quarto trimestre de 2025. A Guiana começou a produzir petróleo em dezembro de 2019 (bloco Stabroek, ExxonMobil), que hoje responde por cerca de 90% das exportações do país, e o PIB cresceu 43,5% em 2020 e 63,3% em 2022. Mas o BoS também trocou a base amostral do Censo 2012 para o Censo 2022 entre 2021 e 2024 sem publicar um trimestre de transição — parte da queda é o mercado de trabalho aquecido, parte é só a atualização dos pesos populacionais, e não dá para separar as duas coisas com os dados públicos.
A taxa mais que dobrada por sexo. No quarto trimestre de 2024, a desocupação das mulheres (9,3%) era quase o dobro da dos homens (5,1%); no quarto trimestre de 2025, 8,7% contra 4,5%.
Comparado à estimativa do Banco Mundial. O Banco Mundial publica uma estimativa modelada da OIT (SL.UEM.TOTL.ZS) que bate com a GLFS até 2021 — os dois ficam a menos de 1,4 ponto percentual de distância em todos os anos de 2017 a 2021 — mas trava perto de 11,9% em 2024 e 2025, quase 6 pontos acima da GLFS: a estimativa modelada não incorporou a nova base amostral nem o boom do petróleo guianense.
De onde vem. A Guyana Labour Force Survey (GLFS) é a pesquisa domiciliar trimestral do Bureau of Statistics (BoS) sobre o mercado de trabalho, às pessoas de 15 anos ou mais, com apoio técnico do BID e da OIT desde que começou, no terceiro trimestre de 2017. Ao contrário do Uruguai ou do Chile, o BoS não publica uma planilha com a série inteira: cada boletim traz o trimestre corrente e uma comparação com um punhado de trimestres de referência. A série aqui é a montagem de dez boletins — os únicos que o BoS publicou e ainda disponibiliza no site —, não os cerca de 34 trimestres que existiriam desde 2017 se cada um tivesse saído a tempo. Faltam por completo 2020 T2–T4, 2021 T4 e os oito trimestres de 2022 e 2023; 2025 só tem o quarto trimestre.
A mudança de base amostral. Os boletins de 2017 a 2021 desenham a amostra a partir do Censo 2012; os de 2024 e 2025 usam o Censo Populacional e Habitacional de 2022. Não existe boletim de transição — a série salta de uma base para a outra entre o terceiro trimestre de 2021 e o quarto de 2024. Parte da queda que a série mostra nesse intervalo é o boom do petróleo (produção desde dezembro de 2019, PIB +43,5% em 2020 e +63,3% em 2022); parte é só a atualização dos pesos amostrais, que também reduz a população e a força de trabalho de referência. Os dados públicos não permitem separar as duas coisas.
Veja também a taxa de participação e a taxa de desocupação juvenil.
| Período | Desemprego | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 4º tri 2025preliminar | 6,2% | −0,6 p.p. |
| 4º tri 2024 | 6,8% | −7,7 p.p. |
| 3º tri 2021 | 14,5% | −0,9 p.p. |
| 2º tri 2021 | 15,4% | −0,2 p.p. |
| 1º tri 2021 | 15,6% | +2,8 p.p. |
| 1º tri 2020 | 12,8% | −0,6 p.p. |
| 4º tri 2019 | 13,4% | +0,3 p.p. |
| 3º tri 2019 | 13,1% | −1,1 p.p. |
| 2º tri 2019 | 14,2% | +0,8 p.p. |
| 1º tri 2019 | 13,4% | −0,4 p.p. |
| 4º tri 2018 | 13,8% | −0,4 p.p. |
| 3º tri 2018 | 14,2% | +0,6 p.p. |
| 2º tri 2018 | 13,6% | −1,1 p.p. |
| 1º tri 2018 | 14,7% | +2,5 p.p. |
| 4º tri 2017 | 12,2% | +0,2 p.p. |
| 3º tri 2017 | 12,0% | — |