O índice do PNUD que resume expectativa de vida, escolaridade e renda em um número de 0 a 1. A Estônia tem uma das maiores escolaridades médias do mundo, mesmo com renda mais baixa que a de vizinhos ricos.
O IDH é a média geométrica de três índices, um para cada dimensão que o PNUD considera básica no desenvolvimento humano:
Cada indicador vira um índice de 0 a 1 pela distância entre um mínimo e um máximo fixados pelo PNUD, e os três entram numa média geométrica — não na aritmética. Na média geométrica, ir mal numa dimensão não é compensado por ir muito bem em outra.
36º do mundo em 2023. A Estônia marcou 0,905, atrás da Polônia (0,906, 35º) e à frente da Arábia Saudita (0,900, 37º). O Brasil está em 84º, com 0,786.
Os primeiros anos foram os piores. O índice caiu de 0,738 em 1990 para 0,711 em 1994, o menor da série, com a esperança de vida recuando de 69,9 para 66,7 anos, no colapso de mortalidade que seguiu a saída da União Soviética. A recuperação começou em 1995 e não parou: em 2000 o índice já estava em 0,793, e em 2023, em 0,905.
A escolaridade média está entre as mais altas do mundo. Os anos médios de estudo da população adulta, 13,6, são o 7º valor entre 193 países — atrás só da Suíça (13,9, 2º) e da Lituânia (13,6, 6º) entre os quinze países desta rodada, e acima dos da Suécia, da Bélgica e dos Países Baixos (por volta de 12,7 nos três).
A pandemia trouxe uma queda curta. A esperança de vida caiu de 78,8 anos em 2019 para 77,4 em 2021, e o índice, de 0,901 para 0,899; em 2022 (0,902) já tinha passado o nível de antes.
O que ele não mede. Desigualdade, pobreza, segurança. O IDH ajustado à desigualdade (IHDI), que o PNUD publica ao lado, leva a Estônia de 0,905 para 0,841 em 2023, uma perda de 7,1%.
Uma diferença de milésimos não é notícia. Os componentes vêm de fontes internacionais que revisam suas séries, e o PNUD recalcula o histórico inteiro a cada relatório: comparar o número de hoje com o publicado há três anos compara duas edições, não dois anos. A série aqui é sempre a última edição, do primeiro ao último ponto.
| Período | IDH | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2023 | 0,905 | +0,003 |
| 2022 | 0,902 | +0,003 |
| 2021 | 0,899 | −0,002 |
| 2020 | 0,901 | 0,000 |
| 2019 | 0,901 | +0,004 |
| 2018 | 0,897 | +0,003 |
| 2017 | 0,894 | +0,004 |
| 2016 | 0,890 | +0,002 |
| 2015 | 0,888 | +0,003 |
| 2014 | 0,885 | −0,002 |
| 2013 | 0,887 | +0,007 |
| 2012 | 0,880 | +0,003 |
| 2011 | 0,877 | +0,009 |
| 2010 | 0,868 | +0,005 |
| 2009 | 0,863 | −0,001 |
| 2008 | 0,864 | +0,005 |
| 2007 | 0,859 | +0,004 |
| 2006 | 0,855 | +0,008 |
| 2005 | 0,847 | +0,013 |
| 2004 | 0,834 | +0,010 |
| 2003 | 0,824 | +0,011 |
| 2002 | 0,813 | +0,011 |
| 2001 | 0,802 | +0,009 |
| 2000 | 0,793 | +0,017 |
| 1999 | 0,776 | +0,009 |
| 1998 | 0,767 | +0,008 |
| 1997 | 0,759 | +0,013 |
| 1996 | 0,746 | +0,021 |
| 1995 | 0,725 | +0,014 |
| 1994 | 0,711 | −0,002 |
| 1993 | 0,713 | −0,009 |
| 1992 | 0,722 | −0,012 |
| 1991 | 0,734 | −0,004 |
| 1990 | 0,738 | — |