O índice do PNUD que resume expectativa de vida, escolaridade e renda em um número de 0 a 1. Os Estados Unidos têm renda de topo e ficam em 17º, puxados para baixo pela esperança de vida.
O IDH é a média geométrica de três índices, um para cada dimensão que o PNUD considera básica no desenvolvimento humano:
Cada indicador vira um índice de 0 a 1 pela distância entre um mínimo e um máximo fixados pelo PNUD, e os três entram numa média geométrica — não na aritmética. Na média geométrica, ir mal numa dimensão não é compensado por ir muito bem em outra.
17º do mundo, com renda de primeiro. Em 2023 os Estados Unidos marcaram 0,938, 17º lugar entre 193 países, atrás de Islândia, Noruega, Suíça, Dinamarca, Alemanha, Suécia, Austrália, Holanda, Reino Unido e Canadá, entre outros. Não é a renda: a renda nacional bruta per capita, US$ 73,7 mil em paridade de poder de compra, é a 10ª do mundo e deixa o índice de renda em 0,997, praticamente no teto (o PNUD para de contar a partir de US$ 75 mil). A escolaridade também é alta: 13,9 anos médios de estudo da população adulta, contra 8,4 no Brasil.
O que puxa para baixo é a esperança de vida. Um americano nascido em 2023 espera viver 79,3 anos, 44º do mundo. É menos que no Chile (81,2) e na Costa Rica (80,8), e de dois a cinco anos e meio a menos que nos pares ricos: Reino Unido 81,3, Canadá 82,6, Japão 84,7. Com a esperança de vida do Canadá e todo o resto igual, o IDH americano iria a 0,955, entre os dez primeiros. A distância vem sobretudo de mortes antes da velhice (overdose de opioides, armas de fogo, trânsito) e de doença crônica mais comum, num sistema de saúde que gasta mais que qualquer outro por habitante e cobre a população de forma desigual.
Primeiro do mundo em 1990. Com a série recalculada pela edição atual, os Estados Unidos tinham o maior IDH entre os 141 países com dado em 1990. Caíram para 10º em 2000, 13º em 2010 e 17º em 2019, sem que o índice deles caísse (foi de 0,878 a 0,936): os outros subiram mais depressa, e boa parte da diferença está na esperança de vida, que nos Estados Unidos quase parou de crescer depois de 2010.
A queda de 2020–2021 é a pandemia. O índice caiu de 0,936 em 2019 para 0,921 em 2021, com a esperança de vida recuando 2,5 anos (78,9 → 76,4). Entre os trinta primeiros do ranking, só os Emirados Árabes perderam mais. Em 2023 o índice voltou a 0,938, acima do de antes.
O que ele não mede. Desigualdade, pobreza, segurança. O IDH ajustado à desigualdade (IHDI), que o PNUD publica ao lado, derruba os Estados Unidos de 0,938 para 0,832 em 2023, uma perda de 11,3%. Entre os trinta primeiros do ranking, só Singapura, Hong Kong e Israel perdem mais.
Uma diferença de milésimos não é notícia. Os componentes vêm de fontes internacionais que revisam suas séries, e o PNUD recalcula o histórico inteiro a cada relatório: comparar o número de hoje com o publicado há três anos compara duas edições, não dois anos. A série aqui é sempre a última edição, do primeiro ao último ponto.
| Período | IDH | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2023 | 0,938 | +0,008 |
| 2022 | 0,930 | +0,009 |
| 2021 | 0,921 | −0,004 |
| 2020 | 0,925 | −0,011 |
| 2019 | 0,936 | +0,002 |
| 2018 | 0,934 | +0,003 |
| 2017 | 0,931 | +0,002 |
| 2016 | 0,929 | +0,001 |
| 2015 | 0,928 | +0,002 |
| 2014 | 0,926 | +0,001 |
| 2013 | 0,925 | +0,002 |
| 2012 | 0,923 | +0,003 |
| 2011 | 0,920 | +0,001 |
| 2010 | 0,919 | +0,004 |
| 2009 | 0,915 | +0,001 |
| 2008 | 0,914 | 0,000 |
| 2007 | 0,914 | +0,003 |
| 2006 | 0,911 | +0,004 |
| 2005 | 0,907 | +0,002 |
| 2004 | 0,905 | +0,005 |
| 2003 | 0,900 | +0,002 |
| 2002 | 0,898 | +0,001 |
| 2001 | 0,897 | +0,002 |
| 2000 | 0,895 | 0,000 |
| 1999 | 0,895 | 0,000 |
| 1998 | 0,895 | +0,002 |
| 1997 | 0,893 | +0,003 |
| 1996 | 0,890 | +0,002 |
| 1995 | 0,888 | +0,001 |
| 1994 | 0,887 | +0,003 |
| 1993 | 0,884 | +0,002 |
| 1992 | 0,882 | +0,004 |
| 1991 | 0,878 | 0,000 |
| 1990 | 0,878 | — |