O índice do PNUD que resume expectativa de vida, escolaridade e renda em um número de 0 a 1. A Espanha vive como os primeiros do ranking e fica em 28º, puxada para baixo pelos anos de estudo dos adultos.
O IDH é a média geométrica de três índices, um para cada dimensão que o PNUD considera básica no desenvolvimento humano:
Cada indicador vira um índice de 0 a 1 pela distância entre um mínimo e um máximo fixados pelo PNUD, e os três entram numa média geométrica — não na aritmética. Na média geométrica, ir mal numa dimensão não é compensado por ir muito bem em outra.
28ª do mundo em 2023. A Espanha marcou 0,918, logo atrás da França (0,920, 26ª) e à frente da Itália (0,915) e de Portugal (0,890, 40º). A Alemanha está em 5º (0,959) e o Brasil em 84º (0,786).
Vive-se muito, estudou-se pouco. A esperança de vida ao nascer, 83,7 anos, é a 11ª do mundo. A população adulta tem 10,8 anos médios de estudo, 80º lugar: é o legado das gerações que cresceram antes dos anos 1980. Em 1990 eram 5,9 anos; a média quase dobrou desde então, e quem entra na escola hoje tem 17,8 anos esperados de estudo, 17º do mundo. A renda nacional bruta per capita, US$ 46 mil em paridade de poder de compra, é a 37ª.
A crise de 2008 derrubou a renda, não o índice. A renda per capita caiu de US$ 43,7 mil em 2008 para US$ 40 mil em 2013, e o IDH subiu no mesmo período, de 0,865 para 0,886, levado pela escolaridade e pela esperança de vida. Em 2020 foi diferente: a renda recuou 11% e a esperança de vida 1,2 ano (83,5 → 82,2), e o índice caiu de 0,910 para 0,901. Em 2021 já estava em 0,912.
O que ele não mede. Desigualdade, pobreza, segurança. O IDH ajustado à desigualdade (IHDI) leva a Espanha de 0,918 para 0,819 em 2023, uma perda de 10,8% — a mesma ordem da Itália e de Portugal, acima da França (9,1%) e da Alemanha (7,2%).
Uma diferença de milésimos não é notícia. Os componentes vêm de fontes internacionais que revisam suas séries, e o PNUD recalcula o histórico inteiro a cada relatório: comparar o número de hoje com o publicado há três anos compara duas edições, não dois anos. A série aqui é sempre a última edição, do primeiro ao último ponto.
| Período | IDH | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2023 | 0,918 | +0,007 |
| 2022 | 0,911 | −0,001 |
| 2021 | 0,912 | +0,011 |
| 2020 | 0,901 | −0,009 |
| 2019 | 0,910 | +0,005 |
| 2018 | 0,905 | +0,003 |
| 2017 | 0,902 | +0,002 |
| 2016 | 0,900 | +0,005 |
| 2015 | 0,895 | +0,005 |
| 2014 | 0,890 | +0,004 |
| 2013 | 0,886 | +0,005 |
| 2012 | 0,881 | +0,002 |
| 2011 | 0,879 | +0,004 |
| 2010 | 0,875 | +0,008 |
| 2009 | 0,867 | +0,002 |
| 2008 | 0,865 | +0,001 |
| 2007 | 0,864 | +0,002 |
| 2006 | 0,862 | +0,005 |
| 2005 | 0,857 | +0,005 |
| 2004 | 0,852 | +0,006 |
| 2003 | 0,846 | +0,002 |
| 2002 | 0,844 | +0,005 |
| 2001 | 0,839 | +0,006 |
| 2000 | 0,833 | +0,008 |
| 1999 | 0,825 | +0,004 |
| 1998 | 0,821 | +0,005 |
| 1997 | 0,816 | +0,005 |
| 1996 | 0,811 | +0,007 |
| 1995 | 0,804 | +0,006 |
| 1994 | 0,798 | +0,009 |
| 1993 | 0,789 | +0,008 |
| 1992 | 0,781 | +0,007 |
| 1991 | 0,774 | +0,008 |
| 1990 | 0,766 | — |