O superávit ou déficit do governo geral equatoriano em cada ano, depois dos juros da dívida — % do PIB, FMI.
Quanto o governo geral equatoriano — administração central e previdência — arrecadou a menos do que gastou em cada ano, incluindo os juros da dívida, em proporção ao PIB. É o "net lending/borrowing" do FMI (GGXCNL_NGDP).
A crise que levou à dolarização. A série começa em plena crise bancária dos anos 1990: déficit de 5,1% do PIB em 1998 e 4,8% em 1999, o ano do "feriado bancário" que congelou depósitos e da hiperinflação que levou o Equador a abandonar o sucre e dolarizar a economia em janeiro de 2000. O ajuste seguinte trouxe o resultado perto do equilíbrio — superávit de 2,9% em 2006 e 2,7% em 2007, no fim do boom de preços do petróleo.
O rombo da década de 2010 e o pico de 2016. Com a expansão do gasto público do governo Correa (2007–2017), financiada em boa parte por empréstimos da China garantidos por petróleo, o déficit voltou a se abrir: 8,2% do PIB em 2013 e 8,1% em 2014, no início do tombo do preço do petróleo. O pico da série é 10,3% em 2016, o ano do terremoto de magnitude 7,8 que atingiu Muisne em abril, somado à continuação do choque do petróleo.
Ajuste, pandemia e a fase recente. Um programa com o FMI reduziu o rombo para 3,5% em 2019, mas a pandemia e o novo tombo do petróleo levaram o déficit a 7,4% em 2020. A recuperação do preço do petróleo trouxe o resultado a quase zero — 0,04% em 2022, o mais perto de equilíbrio da série inteira —, antes de piorar de novo para 3,5% em 2023, o ano da crise política que levou à "morte cruzada" (dissolução da Assembleia por Guillermo Lasso, maio de 2023) e à eleição antecipada de Daniel Noboa. Sob o EFF assinado em maio de 2024 — que coincide com a guerra contra as facções do crime organizado declarada por Noboa em janeiro daquele ano —, o déficit foi a 1,3% em 2024 e voltou a 2,9% em 2025.
Base oficial, sob programa com o FMI. O Equador tem um Extended Fund Facility (EFF) de 48 meses (~US$ 4 bilhões) aprovado pelo FMI em maio de 2024, com revisões periódicas — a quarta concluída em dezembro de 2025 —, e consultas do Artigo IV concluídas nos últimos anos. Diferente da Venezuela (sem Artigo IV desde 2004), o WEO usado aqui tem prestação de contas oficial por trás; só os anos que o próprio FMI ainda trata como projeção (depois do último ano real de cada série) entram como preliminares.
O que entra na conta. O governo geral na definição padrão do FMI (GFSM): administração central e previdência (IESS). Não é o mesmo perímetro do Ministerio de Economía y Finanzas (MEF), que reporta o Setor Público Não Financeiro (SPNF) — soma governos autônomos descentralizados (GADs, prefeituras e municípios) e empresas públicas ao governo central. O boletim do MEF com essa série está inacessível desta rede (finanzas.gob.ec não responde); os dois números não são comparáveis diretamente.
Como é calculado. O FMI publica este número com base na execução fiscal reportada pelas autoridades equatorianas ao Fundo. A ingestão confere que receita menos despesa (GGR_NGDP − GGX_NGDP) reproduz este número, que a diferença para o resultado primário — os juros líquidos — fica numa faixa plausível em todo ano da série, e que o último ano real bate com uma segunda leitura independente do FMI (o "datamapper").
| Período | Déficit do governo geral | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2025 | −2,9% | −1,6 p.p. |
| 2024 | −1,3% | +2,2 p.p. |
| 2023 | −3,5% | −3,5 p.p. |
| 2022 | 0,0% | +1,6 p.p. |
| 2021 | −1,6% | +5,8 p.p. |
| 2020 | −7,4% | −3,9 p.p. |
| 2019 | −3,5% | −0,7 p.p. |
| 2018 | −2,8% | +3,0 p.p. |
| 2017 | −5,8% | +4,5 p.p. |
| 2016 | −10,3% | −3,4 p.p. |
| 2015 | −6,9% | +1,2 p.p. |
| 2014 | −8,1% | +0,1 p.p. |
| 2013 | −8,2% | −5,3 p.p. |
| 2012 | −2,8% | −2,7 p.p. |
| 2011 | −0,1% | +1,3 p.p. |
| 2010 | −1,4% | +2,3 p.p. |
| 2009 | −3,7% | −4,3 p.p. |
| 2008 | 0,6% | −2,1 p.p. |
| 2007 | 2,7% | −0,3 p.p. |
| 2006 | 2,9% | +2,3 p.p. |
| 2005 | 0,7% | −1,3 p.p. |
| 2004 | 1,9% | +0,9 p.p. |
| 2003 | 1,0% | +0,3 p.p. |
| 2002 | 0,7% | +0,7 p.p. |
| 2001 | 0,0% | +0,4 p.p. |
| 2000 | −0,3% | +4,5 p.p. |
| 1999 | −4,8% | +0,3 p.p. |
| 1998 | −5,1% | −2,3 p.p. |
| 1997 | −2,8% | +0,6 p.p. |
| 1996 | −3,4% | −1,4 p.p. |
| 1995 | −2,0% | — |