Quanto do que o Equador exporta é petróleo — a régua de quão exposta a economia externa do país está a um produto e um preço só, numa pauta que também tem banana, camarão e cacau.
O dado mais recente é preliminar e ainda será revisado pela fonte.
Barras mais claras: dado preliminar, ainda sujeito a revisão da fonte.
Exportações petroleiras ÷ exportações totais de bens, em cada mês — série derivada, calculada neste script a partir das duas séries do BCE, não publicada como razão pronta pela fonte.
De quase metade das exportações, nos anos 2010, a cerca de um quinto hoje. O Banco Mundial mede a mesma ideia com uma régua mais longa (TX.VAL.FUEL.ZS.UN, "fuels" no sistema SITC, 1962-2024): na década de 2010 o petróleo respondeu, em média, por 46% do que o Equador exportou, com pico de 57,8% em 2012; em 2024 essa fatia já tinha caído para 27,5%, e a série do BCE usada aqui mostra 20,9% em 2025 — menos da metade do peso que tinha treze anos antes. A causa não é uma única crise: campos maduros produzindo menos, preço do petróleo mais baixo que no superciclo de commodities de 2010-2014, e uma exportação não petroleira (camarão, banana, cacau) que cresceu mais rápido que a petroleira no mesmo período.
Confere com o Banco Mundial, apesar da definição diferente. O indicador TX.VAL.FUEL.ZS.UN do Banco Mundial mede "fuels" no sistema de classificação SITC — um corte um pouco mais amplo que o "petroleras" do BCE, que é a classificação aduaneira equatoriana. Ainda assim, nos quatro anos em comum (2021-2024) o maior desvio encontrado foi de 0,33 ponto percentual (2024: 27,8% aqui contra 27,5% no Banco Mundial) — as duas fontes descrevem, na prática, a mesma fatia.
Por que não existe um "normal". Diferente de um índice com faixa fixa, esta participação é a razão entre duas grandezas voláteis — exportações petroleiras e não petroleiras — e sobe tanto quando o petróleo vai bem quanto quando o resto vai mal. Ler o nível junto com as duas séries que a compõem é o que evita a leitura errada.
| Período | Participação do petróleo | vs. período anterior |
|---|---|---|
| jul/2026preliminar | 21,6% | −4,8 p.p. |
| jun/2026preliminar | 26,4% | −2,5 p.p. |
| mai/2026preliminar | 28,9% | +0,8 p.p. |
| abr/2026preliminar | 28,1% | +1,2 p.p. |
| mar/2026preliminar | 26,9% | +7,7 p.p. |
| fev/2026preliminar | 19,2% | −0,5 p.p. |
| jan/2026preliminar | 19,7% | +2,2 p.p. |
| dez/2025preliminar | 17,5% | −1,3 p.p. |
| nov/2025preliminar | 18,8% | −1,3 p.p. |
| out/2025preliminar | 20,1% | −2,0 p.p. |
| set/2025preliminar | 22,1% | −2,6 p.p. |
| ago/2025preliminar | 24,7% | +17,8 p.p. |
| jul/2025preliminar | 6,9% | −18,3 p.p. |
| jun/2025preliminar | 25,2% | +6,8 p.p. |
| mai/2025preliminar | 18,4% | −3,2 p.p. |
| abr/2025preliminar | 21,6% | −1,7 p.p. |
| mar/2025preliminar | 23,3% | +1,7 p.p. |
| fev/2025preliminar | 21,6% | −6,1 p.p. |
| jan/2025preliminar | 27,7% | +5,5 p.p. |
| dez/2024preliminar | 22,2% | +1,0 p.p. |
| nov/2024preliminar | 21,2% | −8,7 p.p. |
| out/2024preliminar | 29,9% | +4,9 p.p. |
| set/2024preliminar | 25,0% | −5,5 p.p. |
| ago/2024preliminar | 30,5% | +1,2 p.p. |
| jul/2024preliminar | 29,3% | +6,5 p.p. |
| jun/2024preliminar | 22,8% | −7,0 p.p. |
| mai/2024preliminar | 29,8% | −1,1 p.p. |
| abr/2024preliminar | 30,9% | −0,6 p.p. |
| mar/2024preliminar | 31,5% | +2,9 p.p. |
| fev/2024preliminar | 28,6% | −4,9 p.p. |
| jan/2024preliminar | 33,5% | — |