O índice do PNUD que resume expectativa de vida, escolaridade e renda em um número de 0 a 1. O Equador foi de 0,646 em 1990 a 0,777 em 2023, com uma queda de 0,025 na pandemia.
O IDH é a média geométrica de três índices, um para cada dimensão que o PNUD considera básica no desenvolvimento humano:
Cada indicador vira um índice de 0 a 1 pela distância entre um mínimo e um máximo fixados pelo PNUD, e os três entram numa média geométrica — não na aritmética. Na média geométrica, ir mal numa dimensão não é compensado por ir muito bem em outra.
88º do mundo em 2023. O Equador marcou 0,777, na faixa de desenvolvimento humano alto, logo atrás do Brasil (0,786, 84º) e da Colômbia (0,788, 83º) e à frente do Paraguai (0,756) e da Bolívia (0,733). Passou dos 0,700 que o PNUD usa como linha do desenvolvimento humano alto em 2003.
A esperança de vida puxa, a renda não. Um equatoriano nascido em 2023 espera viver 77,4 anos, mais que um brasileiro (75,8) e quase o mesmo que um argentino (77,4). A renda nacional bruta per capita, em paridade de poder de compra, é a mais baixa do grupo: US$ 14,0 mil, contra US$ 18,0 mil no Brasil e US$ 18,7 mil na Colômbia. E quase não se mexeu em uma década: US$ 13,9 mil em 2014, US$ 13,5 mil em 2019, US$ 14,0 mil em 2023. O índice parou junto, entre 0,760 e 0,767 de 2014 a 2019.
A pandemia derrubou a esperança de vida em mais de cinco anos. De 77,3 anos em 2019 para 72,0 em 2020, a segunda maior queda do mundo naquele ano, atrás só da Armênia — Guayaquil foi um dos primeiros focos da covid na América Latina. Com a renda caindo 11% no mesmo ano, o índice recuou de 0,765 para 0,740, o nível de 2010. Só em 2022 (0,773) passou o de antes da pandemia.
A educação é repetida. Os anos médios de estudo (8,97) e os anos esperados (14,85) de 2023 são os mesmos de 2022: o PNUD repete o último número disponível quando a fonte não publica um novo. A variação do último ano vem só de renda e de esperança de vida.
O que ele não mede. Desigualdade, pobreza, segurança. O IDH ajustado à desigualdade (IHDI), que o PNUD publica ao lado, leva o Equador de 0,777 para 0,640 em 2023, uma perda de 17,6%.
Uma diferença de milésimos não é notícia. Os componentes vêm de fontes internacionais que revisam suas séries, e o PNUD recalcula o histórico inteiro a cada relatório: comparar o número de hoje com o publicado há três anos compara duas edições, não dois anos. A série aqui é sempre a última edição, do primeiro ao último ponto.
| Período | IDH | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2023 | 0,777 | +0,004 |
| 2022 | 0,773 | +0,020 |
| 2021 | 0,753 | +0,013 |
| 2020 | 0,740 | −0,025 |
| 2019 | 0,765 | −0,002 |
| 2018 | 0,767 | +0,003 |
| 2017 | 0,764 | +0,003 |
| 2016 | 0,761 | −0,003 |
| 2015 | 0,764 | +0,004 |
| 2014 | 0,760 | +0,005 |
| 2013 | 0,755 | +0,005 |
| 2012 | 0,750 | +0,007 |
| 2011 | 0,743 | +0,006 |
| 2010 | 0,737 | +0,006 |
| 2009 | 0,731 | +0,002 |
| 2008 | 0,729 | +0,007 |
| 2007 | 0,722 | +0,004 |
| 2006 | 0,718 | +0,004 |
| 2005 | 0,714 | +0,005 |
| 2004 | 0,709 | +0,006 |
| 2003 | 0,703 | +0,005 |
| 2002 | 0,698 | +0,007 |
| 2001 | 0,691 | +0,008 |
| 2000 | 0,683 | +0,001 |
| 1999 | 0,682 | −0,002 |
| 1998 | 0,684 | +0,002 |
| 1997 | 0,682 | +0,005 |
| 1996 | 0,677 | +0,005 |
| 1995 | 0,672 | +0,005 |
| 1994 | 0,667 | +0,007 |
| 1993 | 0,660 | +0,006 |
| 1992 | 0,654 | +0,005 |
| 1991 | 0,649 | +0,003 |
| 1990 | 0,646 | — |