O índice do PNUD que resume expectativa de vida, escolaridade e renda em um número de 0 a 1. A China foi o país que mais avançou desde 1990 e passou o Brasil em 2019.
O IDH é a média geométrica de três índices, um para cada dimensão que o PNUD considera básica no desenvolvimento humano:
Cada indicador vira um índice de 0 a 1 pela distância entre um mínimo e um máximo fixados pelo PNUD, e os três entram numa média geométrica — não na aritmética. Na média geométrica, ir mal numa dimensão não é compensado por ir muito bem em outra.
A maior subida do mundo. A China saiu de 0,491 em 1990, abaixo da Índia de hoje, para 0,797 em 2023, 78º lugar entre 193 países. Os +0,306 pontos são o maior avanço entre os 141 países que têm o índice desde 1990; Bangladesh (+0,288) e Guiana (+0,282) vêm atrás, e o Vietnã (+0,267) é o quarto. Em 2023 faltavam três milésimos para os 0,800 que o PNUD usa como linha do desenvolvimento humano muito alto.
Passou o Brasil em 2019. Em 1990 o Brasil marcava 0,641, 0,150 acima da China. Os dois empataram em 0,774 em 2018 e, desde 2019, a China fica à frente; em 2023, 0,797 contra 0,786. A renda explica quase tudo: a renda nacional bruta per capita chinesa, em paridade de poder de compra, era um sétimo da brasileira em 1990 (US$ 1,6 mil contra US$ 12,2 mil) e passou a brasileira em 2019. A esperança de vida chinesa já era maior em 1990 e continua dois anos acima (78,0 contra 75,8 em 2023).
A educação é a dimensão que fica para trás. São 8,0 anos médios de estudo da população adulta, praticamente os mesmos 8,4 do Brasil e longe dos 13,9 dos Estados Unidos: a geração que foi à escola antes das reformas pesa na média. Os anos esperados de quem entra na escola hoje (15,5) já são de país rico. Nos anos de 2022 e 2023 o PNUD repete os componentes de educação de 2021, então a variação recente vem só de renda e de esperança de vida.
2023 é o ano da saída do covid zero. A esperança de vida recuou de 78,2 para 78,0 anos em 2023, depois do fim abrupto das restrições em dezembro de 2022, e o índice andou só um milésimo. Em 2020 e 2021, quando a maior parte do mundo recuou, a China subiu.
O que ele não mede. Desigualdade, liberdades, poluição. O IDH ajustado à desigualdade (IHDI), que o PNUD publica ao lado, derruba a China de 0,797 para 0,670 em 2023, uma perda de 16%.
Uma diferença de milésimos não é notícia. Os componentes vêm de fontes internacionais que revisam suas séries, e o PNUD recalcula o histórico inteiro a cada relatório: comparar o número de hoje com o publicado há três anos compara duas edições, não dois anos. A série aqui é sempre a última edição, do primeiro ao último ponto.
| Período | IDH | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2023 | 0,797 | +0,001 |
| 2022 | 0,796 | +0,002 |
| 2021 | 0,794 | +0,008 |
| 2020 | 0,786 | +0,005 |
| 2019 | 0,781 | +0,007 |
| 2018 | 0,774 | +0,009 |
| 2017 | 0,765 | +0,007 |
| 2016 | 0,758 | +0,008 |
| 2015 | 0,750 | +0,008 |
| 2014 | 0,742 | +0,009 |
| 2013 | 0,733 | +0,008 |
| 2012 | 0,725 | +0,008 |
| 2011 | 0,717 | +0,007 |
| 2010 | 0,710 | +0,010 |
| 2009 | 0,700 | +0,011 |
| 2008 | 0,689 | +0,009 |
| 2007 | 0,680 | +0,014 |
| 2006 | 0,666 | +0,012 |
| 2005 | 0,654 | +0,012 |
| 2004 | 0,642 | +0,012 |
| 2003 | 0,630 | +0,011 |
| 2002 | 0,619 | +0,011 |
| 2001 | 0,608 | +0,010 |
| 2000 | 0,598 | +0,011 |
| 1999 | 0,587 | +0,011 |
| 1998 | 0,576 | +0,010 |
| 1997 | 0,566 | +0,011 |
| 1996 | 0,555 | +0,012 |
| 1995 | 0,543 | +0,011 |
| 1994 | 0,532 | +0,010 |
| 1993 | 0,522 | +0,011 |
| 1992 | 0,511 | +0,012 |
| 1991 | 0,499 | +0,008 |
| 1990 | 0,491 | — |