Quantas pessoas recebem o Dibao nas cidades chinesas, desde 2015.
Pessoas que recebem o Dibao urbano — a garantia de renda mínima paga pelas cidades chinesas, em vigor nacionalmente desde 1999.
A queda dos beneficiários urbanos. O Dibao urbano tinha 23,5 milhões de beneficiários em 2009 e caiu, ano após ano, para 5,95 milhões em 2025 — um quarto do que era. Não há uma causa só: o crescimento da renda e do salário mínimo tirou famílias da linha de corte; a expansão do seguro-desemprego, da aposentadoria e do plano de saúde urbano reduziu a dependência do Dibao como último recurso; e a revisão periódica dos cadastros ("有进有出", quem entra e quem sai) removeu quem não cumpria mais os critérios — parte dela entrada com regras mais frouxas nos anos 2000. O Dibao rural caiu bem menos no mesmo período (de 47,6 milhões em 2009 para 33,4 milhões em 2025, uma queda de menos de um terço), porque a pobreza rural historicamente concentrava mais gente na linha de corte.
O que é o Dibao. O 最低生活保障 ("garantia do padrão mínimo de vida", Dibao) é o programa chinês de renda mínima: um governo local — cidade ou distrito — fixa um padrão de renda mensal por pessoa, e quem vive abaixo dele recebe a diferença em dinheiro todo mês. Nasceu em Xangai em 1993, virou política nacional para as cidades em 1999 e chegou ao campo em 2007 (Guofa [2007] nº 19). É o programa chinês mais parecido com o Bolsa Família, o SNAP americano e a AUH argentina: uma rede de proteção de renda mínima, paga todo mês pelo Estado.
Como o benefício é calculado. O Dibao não paga um valor fixo: completa a renda da família até o padrão local. Uma família sem renda nenhuma recebe o padrão inteiro por pessoa; uma família com alguma renda recebe só a diferença. É por isso que o gasto do programa, dividido pelo número de beneficiários, fica bem abaixo do padrão publicado — o padrão é a linha de corte que dá direito ao benefício, não o valor que cada família recebe.
Fonte. Boletim anual do MCA para 2015–2022 (ver acima). De 2023 em diante, o total vem do Escritório Nacional de Estatísticas (NBS) chinês, espelhado pelo DBnomics — o mesmo número que o NBS publica no seu boletim anual de economia e sociedade, e que bate com o do MCA em todos os anos em que as duas fontes se sobrepõem (2016–2022, dentro de 0,5%).
| Período | Beneficiários urbanos | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2025 | 5,95 milhões | −4,8% |
| 2024 | 6,25 milhões | −5,8% |
| 2023 | 6,64 milhões | −2,7% |
| 2022 | 6,82 milhões | −7,5% |
| 2021 | 7,38 milhões | −8,4% |
| 2020 | 8,05 milhões | −6,5% |
| 2019 | 8,61 milhões | −14,5% |
| 2018 | 10,07 milhões | −20,1% |
| 2017 | 12,61 milhões | −14,8% |
| 2016 | 14,80 milhões | −13,0% |
| 2015 | 17,01 milhões | — |