Fatia da população chilena com renda domiciliar abaixo da linha de pobreza extrema, na metodologia 2024 da CASEN.
O subconjunto mais pobre da pobreza por linha de renda: quem fica abaixo da linha de pobreza extrema, uma renda ainda mais baixa que a linha de pobreza total. Todo pobre extremo também é pobre pela linha mais alta — por isso este número é sempre menor que o outro.
De 19,6% em 2009 a 6,9% em 2024, também com pico em 2020 (14,3%, o ano da pesquisa adaptada à pandemia) e queda constante desde então: 8,5% em 2022, 6,9% em 2024.
A régua mudou em 2024. Uma comissão assessora presidencial (relatada por Osvaldo Larrañaga) revisou a forma de medir pobreza por renda que o Chile usava desde 2013: tirou o aluguel imputado do cálculo da renda domiciliar (que antes contava, para quem mora em casa própria ou cedida, um valor hipotético de aluguel como se fosse renda), passou a usar linhas de pobreza diferentes para famílias que pagam aluguel e para as que não pagam, e atualizou a cesta básica de alimentos para um padrão mais saudável. O efeito prático é que menos gente passa a contar como "não pobre" só por morar em casa própria — e a pobreza medida sobe: os mesmos dados de 2024, pela metodologia antiga (2013), dariam só 4,9% de pobreza total; pela nova, 17,3%.
| Período | Pobreza extrema (renda) | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2024 | 6,9% | −1,6 p.p. |
| 2022 | 8,5% | −5,8 p.p. |
| 2020 | 14,3% | +5,1 p.p. |
| 2017 | 9,2% | −1,2 p.p. |
| 2015 | 10,3% | −1,6 p.p. |
| 2013 | 11,9% | −6,1 p.p. |
| 2011 | 18,0% | −1,6 p.p. |
| 2009 | 19,6% | — |