O índice do PNUD que resume expectativa de vida, escolaridade e renda em um número de 0 a 1. O Chile tem o maior da América Latina e perde mais que os vizinhos quando a desigualdade entra na conta.
O IDH é a média geométrica de três índices, um para cada dimensão que o PNUD considera básica no desenvolvimento humano:
Cada indicador vira um índice de 0 a 1 pela distância entre um mínimo e um máximo fixados pelo PNUD, e os três entram numa média geométrica — não na aritmética. Na média geométrica, ir mal numa dimensão não é compensado por ir muito bem em outra.
O mais alto da América Latina. Em 2023 o Chile marcou 0,878, 45º lugar entre 193 países e o primeiro da região, à frente da Argentina (0,865) e do Uruguai (0,862); o Brasil está em 0,786. O país passou de 0,800, a linha que o PNUD usa para a faixa de desenvolvimento humano muito alto, em 2005.
A esperança de vida é o ponto forte. Um chileno nascido em 2023 espera viver 81,2 anos, 37ª do mundo, acima da dos Estados Unidos (79,3). A escolaridade também é alta para a região: 11,3 anos médios de estudo da população adulta e 16,9 anos esperados para quem entra na escola hoje.
A renda parou de crescer. A renda nacional bruta per capita, em paridade de poder de compra, era de US$ 28,0 mil em 2023, quase a mesma de 2019 (US$ 27,5 mil) e abaixo da de 2022. Desde 1990 o índice subiu de 0,718 para 0,878, mas a posição no ranking é a mesma de então (45º, entre 141 países com dado em 1990): os outros subiram no mesmo ritmo.
A queda de 2020 é a pandemia. O índice caiu de 0,867 em 2019 para 0,856 em 2020, com a renda recuando cerca de 10% e a esperança de vida perdendo um ano (80,3 → 79,3). Em 2021 a renda voltou e o índice subiu, embora a esperança de vida ainda tenha caído mais meio ano; em 2023 as duas estavam acima de 2019.
O que ele não mede. Desigualdade, pobreza, segurança. O IDH ajustado à desigualdade (IHDI), que o PNUD publica ao lado, derruba o Chile de 0,878 para 0,723 em 2023, uma perda de 17,7% — entre os 65 países de desenvolvimento humano muito alto, só Barbados, Panamá, Costa Rica e Bahamas perdem mais. Com o ajuste, o Chile fica atrás da Argentina (0,761) e do Uruguai (0,747).
Uma diferença de milésimos não é notícia. Os componentes vêm de fontes internacionais que revisam suas séries, e o PNUD recalcula o histórico inteiro a cada relatório: comparar o número de hoje com o publicado há três anos compara duas edições, não dois anos. A série aqui é sempre a última edição, do primeiro ao último ponto.
| Período | IDH | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2023 | 0,878 | +0,009 |
| 2022 | 0,869 | +0,004 |
| 2021 | 0,865 | +0,009 |
| 2020 | 0,856 | −0,011 |
| 2019 | 0,867 | +0,001 |
| 2018 | 0,866 | +0,004 |
| 2017 | 0,862 | +0,003 |
| 2016 | 0,859 | +0,004 |
| 2015 | 0,855 | +0,006 |
| 2014 | 0,849 | +0,004 |
| 2013 | 0,845 | +0,013 |
| 2012 | 0,832 | +0,009 |
| 2011 | 0,823 | 0,000 |
| 2010 | 0,823 | +0,004 |
| 2009 | 0,819 | −0,001 |
| 2008 | 0,820 | +0,008 |
| 2007 | 0,812 | +0,008 |
| 2006 | 0,804 | 0,000 |
| 2005 | 0,804 | +0,007 |
| 2004 | 0,797 | +0,008 |
| 2003 | 0,789 | +0,005 |
| 2002 | 0,784 | +0,006 |
| 2001 | 0,778 | +0,007 |
| 2000 | 0,771 | +0,005 |
| 1999 | 0,766 | +0,007 |
| 1998 | 0,759 | +0,007 |
| 1997 | 0,752 | +0,007 |
| 1996 | 0,745 | +0,006 |
| 1995 | 0,739 | +0,009 |
| 1994 | 0,730 | +0,005 |
| 1993 | 0,725 | −0,005 |
| 1992 | 0,730 | +0,007 |
| 1991 | 0,723 | +0,005 |
| 1990 | 0,718 | — |