Fatia da população brasileira com renda domiciliar per capita abaixo da linha de pobreza que o Brasil reporta à ONU (indicador ODS 1.2.1).
O indicador ODS 1.2.1 ("proporção da população vivendo abaixo da linha de pobreza nacional") mede a fatia de pessoas — não domicílios — cuja renda domiciliar per capita não alcança a linha de pobreza. "Nacional" é o rótulo que a ONU dá a esse indicador (cada país reporta com a própria régua); o Brasil não tem uma linha de pobreza monetária fixada em lei para esse fim, e o IBGE usa a linha que o Banco Mundial atribui a países de renda média-alta — o grupo em que o Brasil está classificado.
De 36,8% em 2012 a 26,5% em 2024, o menor da série. A recessão de 2015–2016 levou a taxa de 33,2% (2014) a 36,6% (2017); em 2020 o auxílio emergencial a derrubou para 33,4%, e o fim dele a fez saltar para 38,9% em 2021, o pico da série. De 2022 a 2024 caiu três anos seguidos (33,7%, 29,8%, 26,5%), com a volta do emprego e a ampliação do Bolsa Família.
As duas linhas são em dólares PPC, não em reais. O IBGE compara a renda domiciliar per capita da PNAD Contínua com linhas do Banco Mundial expressas em dólares por dia em paridade de poder de compra (PPC), o que deixa o número comparável entre países e ao longo do tempo. O Banco Mundial revisou essas linhas em 2025 (a extrema pobreza passou de US$ 2,15 para US$ 3,00 por dia, com os preços de 2021 no lugar dos de 2017), e a tabela do IBGE não informa qual versão usa.
Não é o número da Síntese de Indicadores Sociais. A publicação anual do IBGE sobre condições de vida mede a pobreza com linhas próprias e chega a números mais baixos para os mesmos anos (23,1% de pobres e 3,5% de extremamente pobres em 2024, segundo a divulgação da Síntese de 2025). Esta série é a que o IBGE reporta à ONU no acompanhamento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), com a mesma régua de 2012 a 2024 — boa para ver a tendência, não para somar com números da Síntese.
| Período | Pobreza (renda) | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2024 | 26,5% | −3,3 p.p. |
| 2023 | 29,8% | −3,9 p.p. |
| 2022 | 33,7% | −5,2 p.p. |
| 2021 | 38,9% | +5,5 p.p. |
| 2020 | 33,4% | −1,1 p.p. |
| 2019 | 34,5% | −1,0 p.p. |
| 2018 | 35,5% | −1,1 p.p. |
| 2017 | 36,6% | +0,5 p.p. |
| 2016 | 36,1% | +2,2 p.p. |
| 2015 | 33,9% | +0,7 p.p. |
| 2014 | 33,2% | −1,5 p.p. |
| 2013 | 34,7% | −2,1 p.p. |
| 2012 | 36,8% | — |