Fatia da população cujo gasto per capita mensal não alcança o custo da Canasta Básica Alimentaria (só comida), pela Encuesta de Hogares do INE.
Mesma metodologia da pobreza por linha de renda, com uma linha mais baixa: aqui o gasto per capita mensal não alcança nem o custo da Canasta Básica Alimentaria (só o valor da comida, sem o complemento para necessidades não alimentares). É sempre menor que a pobreza total — por definição, todo pobre extremo também é pobre.
16,7% em 2025, também a maior taxa da série (a anterior era 19,2% em 2016) — um salto de 3,4 p.p. sobre 2024, cerca de 417 mil pessoas a mais em pobreza extrema.
A linha de pobreza boliviana é o custo de uma cesta. O INE compara o gasto per capita mensal de cada pessoa com o valor de duas cestas: a Canasta Básica Alimentaria (CBA) — só comida, o suficiente para cobrir o requerimento calórico mínimo — e a Canasta Básica Total (CBT), que soma um valor para necessidades não alimentares (moradia, vestuário, transporte) à CBA. Quem gasta menos que a CBT é pobre; quem gasta menos que a CBA (mais restrita) é pobre extremo. As duas cestas são estimadas separadamente para nove capitais, El Alto, o resto urbano e a área rural, e depois agregadas ao nacional que este indicador publica.
Não há relatório da Encuesta de Hogares 2022. A lista de publicações do INE não tem uma edição "Encuesta de Hogares 2022". A série longa que o INE republica a cada edição (a fonte deste indicador) ainda assim traz um ponto para 2022, sem explicar a origem; ele entra aqui com uma nota avisando que não há boletim específico daquele ano para conferir de forma independente.
O conceito é o mesmo dos vizinhos, mas a linha é nacional. "Pobreza por linha de renda" é a mesma ideia usada nos indicadores de pobreza de outros países da seção (gasto ou ingresso contra o custo de uma cesta básica) — mas cada país define a própria cesta, com os próprios preços e o próprio custo de vida. Um percentual de pobreza mais alto na Bolívia do que num país vizinho não quer dizer necessariamente mais gente pobre em termos absolutos: as linhas não são a mesma régua.
| Período | Pobreza extrema (renda) | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2025 | 16,7% | +3,4 p.p. |
| 2024 | 13,3% | +1,2 p.p. |
| 2023 | 12,1% | −0,6 p.p. |
| 2022 | 12,7% | +1,5 p.p. |
| 2021 | 11,2% | −2,7 p.p. |
| 2020 | 13,9% | +0,7 p.p. |
| 2019 | 13,2% | −2,6 p.p. |
| 2018 | 15,8% | −3,0 p.p. |
| 2017 | 18,8% | −0,4 p.p. |
| 2016 | 19,2% | — |