Fatia da população cujo gasto per capita mensal não alcança o custo da Canasta Básica Total, pela Encuesta de Hogares do INE.
A pobreza por linha de renda compara o gasto (não o ingresso bruto) per capita mensal de cada pessoa com o custo da Canasta Básica Total (CBT — alimentos mais necessidades básicas não alimentares). Quem gasta menos que isso é pobre.
2025 subiu para 44,7%, a maior taxa da série. Depois de cair de 43,3% (2016) a 36,6% (2021), a pobreza voltou a subir nos últimos anos e deu o maior salto da década entre 2024 (38,1%) e 2025 (44,7%) — cerca de 807 mil pessoas a mais em situação de pobreza. Por área, o aumento em 2025 foi maior na área urbana (+7,4 p.p.) do que na rural.
A linha de pobreza boliviana é o custo de uma cesta. O INE compara o gasto per capita mensal de cada pessoa com o valor de duas cestas: a Canasta Básica Alimentaria (CBA) — só comida, o suficiente para cobrir o requerimento calórico mínimo — e a Canasta Básica Total (CBT), que soma um valor para necessidades não alimentares (moradia, vestuário, transporte) à CBA. Quem gasta menos que a CBT é pobre; quem gasta menos que a CBA (mais restrita) é pobre extremo. As duas cestas são estimadas separadamente para nove capitais, El Alto, o resto urbano e a área rural, e depois agregadas ao nacional que este indicador publica.
Não há relatório da Encuesta de Hogares 2022. A lista de publicações do INE não tem uma edição "Encuesta de Hogares 2022". A série longa que o INE republica a cada edição (a fonte deste indicador) ainda assim traz um ponto para 2022, sem explicar a origem; ele entra aqui com uma nota avisando que não há boletim específico daquele ano para conferir de forma independente.
O conceito é o mesmo dos vizinhos, mas a linha é nacional. "Pobreza por linha de renda" é a mesma ideia usada nos indicadores de pobreza de outros países da seção (gasto ou ingresso contra o custo de uma cesta básica) — mas cada país define a própria cesta, com os próprios preços e o próprio custo de vida. Um percentual de pobreza mais alto na Bolívia do que num país vizinho não quer dizer necessariamente mais gente pobre em termos absolutos: as linhas não são a mesma régua.
| Período | Pobreza (renda) | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2025 | 44,7% | +6,6 p.p. |
| 2024 | 38,1% | +0,8 p.p. |
| 2023 | 37,3% | −0,4 p.p. |
| 2022 | 37,7% | +1,1 p.p. |
| 2021 | 36,6% | −2,7 p.p. |
| 2020 | 39,3% | +1,6 p.p. |
| 2019 | 37,7% | −2,8 p.p. |
| 2018 | 40,5% | −2,3 p.p. |
| 2017 | 42,8% | −0,5 p.p. |
| 2016 | 43,3% | — |