Quantas pessoas estavam procurando trabalho sem encontrar na área urbana da Bolívia, pela ECE do INE.
O numerador da taxa de desocupação: o contingente de pessoas de 14 anos ou mais, na área urbana da Bolívia, que não tinham trabalho e procuraram trabalho na semana de referência, pela ECE do INE.
Por que olhar o número absoluto. A taxa é uma razão entre dois números que crescem juntos (a força de trabalho urbana quase dobrou desde 2016). Uma taxa estável pode esconder um contingente de desocupados crescendo, se a força de trabalho cresce no mesmo ritmo — o número absoluto não tem essa ambiguidade.
O pico da pandemia. 407 mil pessoas desocupadas no 3º trimestre de 2020, mais que o dobro do patamar pré-pandemia (em torno de 150-200 mil).
De onde vem. A Encuesta Continua de Empleo (ECE) é a pesquisa domiciliar trimestral do INE sobre o mercado de trabalho da Bolívia, à população de 14 anos ou mais (a mesma idade mínima da PNAD Contínua brasileira; no Chile e no México o corte é 15 anos, nos Estados Unidos 16). Cada boletim reporta o trimestre civil (janeiro-março, abril-junho…), não um trimestre móvel.
Só a área urbana. A ECE não cobre a Bolívia inteira: o próprio boletim do INE abre dizendo que reporta "el mercado laboral del área urbana de Bolivia". Não existe uma versão nacional (urbana + rural) publicada — todos os pontos desta série, do primeiro ao mais recente, usam o mesmo recorte urbano, sem mistura.
Informalidade altíssima. O INE só passou a publicar a tasa de ocupación informal em texto a partir da edição do 2º trimestre de 2026: 82,3% dos ocupados urbanos estavam no setor informal, sem contrato registrado nem previdência pelo próprio trabalho — praticamente igual ao mesmo trimestre de 2025 (também 82,3%) e mais alta entre mulheres (84,4%) e jovens (92,0%). É só um ponto, sem série histórica publicada, por isso não vira indicador aqui — mas é o contexto que falta em qualquer leitura só pela taxa de desocupação: desocupação baixa não é sinal de mercado de trabalho forte quando 8 em cada 10 ocupados estão fora da formalidade.
Revisão de base. O INE recalibra a ECE pela projeção populacional em vigor (Revisão 2020, depois Revisão 2025) e, a cada recalibragem, reescreve a série inteira — os números de um mesmo trimestre mudam entre uma edição e outra do boletim (ex.: a PEA do 1T-2023 saiu como 4.596 mil no boletim de abril/2023 e como 4.433 mil no boletim de abril/2026, já na base nova). Esta ingestão sempre usa a edição mais recente disponível de cada trimestre, a versão mais revisada.
| Período | Desocupados | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2º tri 2026 | 159 mil | +1,9% |
| 1º tri 2026 | 156 mil | +32,2% |
| 4º tri 2025 | 118 mil | −18,6% |
| 3º tri 2025 | 145 mil | −1,4% |
| 2º tri 2025 | 147 mil | −18,3% |
| 1º tri 2025 | 180 mil | +8,4% |
| 4º tri 2024 | 166 mil | −5,1% |
| 3º tri 2024 | 175 mil | +1,2% |
| 2º tri 2024 | 173 mil | −9,9% |
| 1º tri 2024 | 192 mil | +4,3% |
| 4º tri 2023 | 184 mil | +8,9% |
| 3º tri 2023 | 169 mil | −4,5% |
| 2º tri 2023 | 177 mil | −16,5% |
| 1º tri 2023 | 212 mil | +7,1% |
| 4º tri 2022 | 198 mil | +2,6% |
| 3º tri 2022 | 193 mil | −3,0% |
| 2º tri 2022 | 199 mil | −24,3% |
| 1º tri 2022 | 263 mil | +11,9% |
| 4º tri 2021 | 235 mil | −16,7% |
| 3º tri 2021 | 282 mil | −13,2% |
| 2º tri 2021 | 325 mil | −11,0% |
| 1º tri 2021 | 365 mil | +6,1% |
| 4º tri 2020 | 344 mil | −15,5% |
| 3º tri 2020 | 407 mil | +37,0% |
| 2º tri 2020 | 297 mil | +26,4% |
| 1º tri 2020 | 235 mil | +23,0% |
| 4º tri 2019 | 191 mil | +11,7% |
| 3º tri 2019 | 171 mil | −11,4% |
| 2º tri 2019 | 193 mil | −19,2% |
| 1º tri 2019 | 239 mil | +50,3% |
| 4º tri 2018 | 159 mil | −9,7% |
| 3º tri 2018 | 176 mil | −3,3% |
| 2º tri 2018 | 182 mil | −12,9% |
| 1º tri 2018 | 209 mil | +31,4% |
| 4º tri 2017 | 159 mil | +4,6% |
| 3º tri 2017 | 152 mil | −22,4% |
| 2º tri 2017 | 196 mil | +3,2% |
| 1º tri 2017 | 190 mil | +29,3% |
| 4º tri 2016 | 147 mil | +11,4% |
| 3º tri 2016 | 132 mil | −12,6% |
| 2º tri 2016 | 151 mil | −22,6% |
| 1º tri 2016 | 195 mil | +30,0% |
| 4º tri 2015 | 150 mil | — |