Suicídios pela declaração de óbito: 10.383 em 2023, trinta vezes os homicídios.
Mortes que o Destatis classifica como suicídio na declaração de óbito (CID-10 X60-X84, mais Y87.0).
Caiu de mais de 10 mil por ano no início dos anos 2010 para 9.091 em 2019, o mínimo da série, e voltou a subir: 10.383 em 2023, trinta vezes os homicídios do mesmo ano. O Destatis, num comunicado de setembro de 2024, atribuiu a alta de 2023 (+1,8% sobre 2022) sobretudo às mulheres (+8,0%); os homens, a grande maioria das vítimas, ficaram estáveis.
O número vem da declaração de óbito, como o SIM no Brasil e a declaração de óbito americana: o Destatis (o instituto de estatística alemão) classifica a causa da morte pela CID-10 e transmite o dado para a Organização Mundial da Saúde e para o Eurostat, a estatística comum da União Europeia. Os dois publicam o mesmo número; usamos o Eurostat quando ele tem o recorte (fecha o ano mais cedo) e a base bruta da OMS quando só ela separa o meio (arma de fogo) ou a intervenção legal.
| Período | Suicídios | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2023 | 10.383 | +2,0% |
| 2022 | 10.184 | +9,8% |
| 2021 | 9.279 | +0,2% |
| 2020 | 9.264 | +1,9% |
| 2019 | 9.091 | −3,7% |
| 2018 | 9.441 | +1,3% |
| 2017 | 9.317 | −6,1% |
| 2016 | 9.917 | −2,3% |
| 2015 | 10.148 | −1,3% |
| 2014 | 10.277 | +1,2% |
| 2013 | 10.153 | +1,9% |
| 2012 | 9.964 | −2,4% |
| 2011 | 10.207 | — |