O índice do PNUD que resume expectativa de vida, escolaridade e renda em um número de 0 a 1. A Alemanha fica entre os dez primeiros desde os anos 2000, puxada pela escolaridade.
O IDH é a média geométrica de três índices, um para cada dimensão que o PNUD considera básica no desenvolvimento humano:
Cada indicador vira um índice de 0 a 1 pela distância entre um mínimo e um máximo fixados pelo PNUD, e os três entram numa média geométrica — não na aritmética. Na média geométrica, ir mal numa dimensão não é compensado por ir muito bem em outra.
5º do mundo em 2023. A Alemanha marcou 0,959, empatada com a Suécia e atrás de Islândia, Noruega, Suíça e Dinamarca. Os Estados Unidos ficaram em 17º (0,938) e o Brasil em 84º (0,786).
A escolaridade é a maior do mundo. Os adultos alemães têm em média 14,3 anos de estudo, o número mais alto entre os 193 países do relatório, à frente da Suíça (13,9) e dos Estados Unidos (13,9); no Brasil são 8,4. O ensino técnico em regime dual, que combina escola e empresa, conta como escolaridade formal e ajuda a explicar a média.
A esperança de vida é a dimensão mais fraca. Um alemão nascido em 2023 espera viver 81,4 anos, 33º do mundo. Entre os trinta países de IDH mais alto, só três têm esperança de vida menor. A França (83,3), a Itália (83,7) e o Japão (84,7) vivem de dois a três anos a mais.
A série começa em 1990 com o país já unificado. O PNUD recalcula a Alemanha de 1990 como se as duas Alemanhas fossem um país só: o índice foi de 0,834 naquele ano a 0,897 em 2000, com os anos médios de estudo passando de 10,4 para 12,4. A renda per capita, US$ 64 mil em paridade de poder de compra, é a 18ª do mundo.
A pandemia quase não aparece. O índice caiu de 0,957 em 2019 para 0,955 em 2020 e voltou a 0,958 em 2021. Em 2022 recuou de novo para 0,955, com a esperança de vida em 80,6 anos, a mais baixa desde 2015. Em 2023 subiu a 0,959, o ponto mais alto da série.
O que ele não mede. Desigualdade, pobreza, segurança. O IDH ajustado à desigualdade (IHDI), que o PNUD publica ao lado, leva a Alemanha de 0,959 para 0,890 em 2023, uma perda de 7,2% — menor que a dos Estados Unidos (11,3%).
Uma diferença de milésimos não é notícia. Os componentes vêm de fontes internacionais que revisam suas séries, e o PNUD recalcula o histórico inteiro a cada relatório: comparar o número de hoje com o publicado há três anos compara duas edições, não dois anos. A série aqui é sempre a última edição, do primeiro ao último ponto.
| Período | IDH | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2023 | 0,959 | +0,004 |
| 2022 | 0,955 | −0,003 |
| 2021 | 0,958 | +0,003 |
| 2020 | 0,955 | −0,002 |
| 2019 | 0,957 | +0,005 |
| 2018 | 0,952 | +0,001 |
| 2017 | 0,951 | +0,002 |
| 2016 | 0,949 | +0,001 |
| 2015 | 0,948 | −0,001 |
| 2014 | 0,949 | +0,004 |
| 2013 | 0,945 | +0,001 |
| 2012 | 0,944 | +0,002 |
| 2011 | 0,942 | +0,006 |
| 2010 | 0,936 | +0,003 |
| 2009 | 0,933 | 0,000 |
| 2008 | 0,933 | +0,002 |
| 2007 | 0,931 | +0,004 |
| 2006 | 0,927 | +0,004 |
| 2005 | 0,923 | 0,000 |
| 2004 | 0,923 | +0,009 |
| 2003 | 0,914 | +0,005 |
| 2002 | 0,909 | +0,005 |
| 2001 | 0,904 | +0,007 |
| 2000 | 0,897 | +0,005 |
| 1999 | 0,892 | +0,005 |
| 1998 | 0,887 | +0,006 |
| 1997 | 0,881 | +0,006 |
| 1996 | 0,875 | +0,005 |
| 1995 | 0,870 | +0,005 |
| 1994 | 0,865 | +0,006 |
| 1993 | 0,859 | +0,010 |
| 1992 | 0,849 | +0,008 |
| 1991 | 0,841 | +0,007 |
| 1990 | 0,834 | — |