Homicídios cometidos com arma de fogo: 54 em 2020, cerca de um em cada sete.
Homicídios em que a declaração de óbito registra arma de fogo como o meio (CID-10 X93-X95).
Foram 54 em 2020 — a base bruta da OMS, a única com este detalhe, fecha o ano em 2020, seis anos atrás do resto desta família. Ficou entre 37 e 106 por ano na década anterior, sem tendência clara e sempre uma fração pequena do total de homicídios: no Brasil a arma de fogo mata quase três em cada quatro vítimas; na Alemanha, cerca de uma em cada sete a um em cada seis. É o efeito de uma das leis de armas mais restritivas da Europa: posse de arma de fogo exige licença (Waffenbesitzkarte), com verificação de antecedentes e de necessidade.
O número vem da declaração de óbito, como o SIM no Brasil e a declaração de óbito americana: o Destatis (o instituto de estatística alemão) classifica a causa da morte pela CID-10 e transmite o dado para a Organização Mundial da Saúde e para o Eurostat, a estatística comum da União Europeia. Os dois publicam o mesmo número; usamos o Eurostat quando ele tem o recorte (fecha o ano mais cedo) e a base bruta da OMS quando só ela separa o meio (arma de fogo) ou a intervenção legal.
| Período | Homicídios a tiro | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2020 | 54 | +35,0% |
| 2019 | 40 | +8,1% |
| 2018 | 37 | −14,0% |
| 2017 | 43 | −24,6% |
| 2016 | 57 | +9,6% |
| 2015 | 52 | +23,8% |
| 2014 | 42 | −22,2% |
| 2013 | 54 | −11,5% |
| 2012 | 61 | +13,0% |
| 2011 | 54 | +5,9% |
| 2010 | 51 | −32,0% |
| 2009 | 75 | +31,6% |
| 2008 | 57 | −3,4% |
| 2007 | 59 | −9,2% |
| 2006 | 65 | −27,0% |
| 2005 | 89 | −9,2% |
| 2004 | 98 | +15,3% |
| 2003 | 85 | −19,8% |
| 2002 | 106 | +26,2% |
| 2001 | 84 | −16,8% |
| 2000 | 101 | −34,8% |
| 1999 | 155 | +23,0% |
| 1998 | 126 | — |