O índice do PNUD que resume expectativa de vida, escolaridade e renda em um número de 0 a 1. A África do Sul foi de 0,633 em 1990 a 0,610 em 2003, no auge da epidemia de HIV, e a 0,741 em 2023, um milésimo abaixo do nível de 2019.
O IDH é a média geométrica de três índices, um para cada dimensão que o PNUD considera básica no desenvolvimento humano:
Cada indicador vira um índice de 0 a 1 pela distância entre um mínimo e um máximo fixados pelo PNUD, e os três entram numa média geométrica — não na aritmética. Na média geométrica, ir mal numa dimensão não é compensado por ir muito bem em outra.
106º do mundo em 2023. A África do Sul marcou 0,741, na faixa de desenvolvimento humano alto, ao lado de Tunísia (0,746, 105º), Mongólia (0,747, 104º) e Uzbequistão (0,740, 107º), e atrás do Brasil (0,786, 84º). Na África, só Seychelles, Maurício, Argélia, Egito e Tunísia estão à frente.
A epidemia de HIV apagou nove anos de vida. A esperança de vida ao nascer caiu de 62,9 anos em 1990 para 53,9 em 2005, e o IDH, de 0,654 em 1994 para 0,610 em 2003, abaixo do de 1990. A recuperação veio com os antirretrovirais: em 2023 a esperança de vida é de 66,1 anos e o índice, de 0,741.
Escola e renda de país de renda média-alta. Os adultos têm em média 11,6 anos de estudo, mais que os 8,4 do Brasil, e a renda nacional bruta per capita, em paridade de poder de compra, é de US$ 13,7 mil. O índice passou de 0,742 em 2019 a 0,721 em 2021, com a esperança de vida de 66,1 a 62,0 anos na pandemia, e só em 2023 voltou ao nível de antes.
O que ele não mede. Desigualdade, pobreza, segurança. O IDH ajustado à desigualdade (IHDI), que o PNUD publica ao lado, leva a África do Sul de 0,741 para 0,476 em 2023, uma perda de 35,8%, a 24ª maior entre os 180 países com o dado.
Uma diferença de milésimos não é notícia. Os componentes vêm de fontes internacionais que revisam suas séries, e o PNUD recalcula o histórico inteiro a cada relatório: comparar o número de hoje com o publicado há três anos compara duas edições, não dois anos. A série aqui é sempre a última edição, do primeiro ao último ponto.
| Período | IDH | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2023 | 0,741 | +0,004 |
| 2022 | 0,737 | +0,016 |
| 2021 | 0,721 | −0,003 |
| 2020 | 0,724 | −0,018 |
| 2019 | 0,742 | +0,010 |
| 2018 | 0,732 | +0,006 |
| 2017 | 0,726 | +0,004 |
| 2016 | 0,722 | 0,000 |
| 2015 | 0,722 | +0,009 |
| 2014 | 0,713 | +0,008 |
| 2013 | 0,705 | +0,009 |
| 2012 | 0,696 | +0,013 |
| 2011 | 0,683 | +0,014 |
| 2010 | 0,669 | +0,012 |
| 2009 | 0,657 | +0,014 |
| 2008 | 0,643 | +0,011 |
| 2007 | 0,632 | +0,010 |
| 2006 | 0,622 | +0,006 |
| 2005 | 0,616 | +0,003 |
| 2004 | 0,613 | +0,003 |
| 2003 | 0,610 | −0,004 |
| 2002 | 0,614 | +0,001 |
| 2001 | 0,613 | −0,005 |
| 2000 | 0,618 | −0,008 |
| 1999 | 0,626 | −0,008 |
| 1998 | 0,634 | −0,008 |
| 1997 | 0,642 | −0,007 |
| 1996 | 0,649 | −0,005 |
| 1995 | 0,654 | 0,000 |
| 1994 | 0,654 | +0,004 |
| 1993 | 0,650 | +0,005 |
| 1992 | 0,645 | +0,004 |
| 1991 | 0,641 | +0,008 |
| 1990 | 0,633 | — |