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Braskem reverte prejuízo e lucra R$ 3,33 bilhões no 2º trimestre

A petroquímica registrou lucro líquido no período impulsionada pela alta nos preços de resinas, mas segue em negociações críticas para reestruturar sua dívida.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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14/08 às 05:15, atualizado 16:03

Pontos principais

  • Lucro líquido de R$ 3,33 bilhões no 2T26, revertendo prejuízo de R$ 267 milhões no mesmo período de 2025.
  • Ebitda recorrente atingiu R$ 5,25 bilhões, favorecido pela alta nos spreads petroquímicos internacionais.
  • Receita líquida somou R$ 21,72 bilhões, um crescimento de 22% em relação ao ano anterior.
  • Alta nos preços de polímeros foi impulsionada por interrupções no fornecimento no Golfo Pérsico e Ásia.
  • Dívida líquida ajustada encerrou junho em US$ 9,43 bilhões, um aumento de 24% em 12 meses.
  • Empresa confirmou entrada em default técnico em julho após suspensão de pagamentos.
  • Negociações com credores para reestruturação de capital seguem em curso antes do prazo de 24 de agosto.
  • Provisões relacionadas ao evento geológico em Maceió somam R$ 3,25 bilhões no trimestre.
  • Subsidiária Braskem Idesa planeja pedido de Chapter 11 nos Estados Unidos.
  • Ações da companhia reagiram positivamente, com alta de 6% na Bolsa após a divulgação do balanço.

A Braskem apresentou um resultado financeiro positivo no segundo trimestre de 2026, reportando um lucro líquido de R$ 3,33 bilhões. O desempenho marca uma reversão significativa em relação ao prejuízo de R$ 267 milhões registrado no mesmo período do ano anterior. Segundo a administração, o resultado foi impulsionado principalmente pela expansão dos spreads petroquímicos internacionais, decorrente de picos temporários nos preços de commodities causados por tensões geopolíticas e interrupções no fornecimento global, especialmente no Golfo Pérsico e na Ásia. Apesar da melhora operacional, o CEO Hélcio Tokeshi classificou o resultado como pontual e transitório, mantendo cautela sobre a sustentabilidade dos números a longo prazo.

O cenário financeiro da petroquímica permanece pressionado pelo elevado nível de endividamento. A dívida líquida ajustada da companhia atingiu US$ 9,43 bilhões ao final de junho, um crescimento de 24% em doze meses. Diante da suspensão de pagamentos e do default técnico confirmado em julho, a empresa intensificou as negociações com credores bancários e detentores de títulos para viabilizar uma reestruturação de capital. O objetivo central da gestão é evitar a conversão das medidas cautelares em um processo formal de recuperação judicial, buscando um acordo sustentável antes do prazo limite de 24 de agosto.

Além dos desafios de liquidez, a companhia segue lidando com passivos operacionais e jurídicos, incluindo provisões de R$ 3,25 bilhões relacionadas ao evento geológico em Maceió e planos de reestruturação para a subsidiária Braskem Idesa, que deve buscar proteção judicial via Chapter 11 nos Estados Unidos. Embora o mercado tenha reagido com otimismo imediato, elevando as ações da empresa em 6% após a divulgação dos resultados, analistas mantêm cautela. A viabilidade da petroquímica depende agora da conclusão bem-sucedida das conversas com os credores para equacionar o passivo e garantir a saúde financeira da operação nos próximos trimestres.

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