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Brasil abre processo de reciprocidade contra tarifas dos EUA

O governo brasileiro iniciou formalmente o processo de reciprocidade contra tarifas impostas pelo governo Trump, buscando reequilibrar as relações comerciais.

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Foto: G1 Política
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13/08 às 20:15 · atualizado 14/08 às 07:06

Pontos principais

  • O governo brasileiro acionou a Lei da Reciprocidade Econômica (Lei nº 15.122/2025) em resposta a tarifas unilaterais dos EUA.
  • As taxas norte-americanas, de 25% e 12,5%, incidem sobre produtos brasileiros e afetam cerca de US$ 6,6 bilhões em exportações.
  • O Ministério das Relações Exteriores notificou oficialmente o governo dos Estados Unidos para iniciar consultas diplomáticas.
  • O Brasil também contestou as tarifas na Organização Mundial do Comércio (OMC), que já aceitou o pedido de consultas.
  • A administração de Donald Trump justificou as tarifas citando restrições brasileiras ao comércio, como o Pix e regulação de plataformas.
  • Setores como madeira, móveis, calçados e açúcar estão entre os mais impactados pelas medidas norte-americanas.
  • A abertura do processo não implica retaliação imediata, servindo como uma etapa de análise formal antes de possíveis contramedidas.
  • O governo brasileiro nega as acusações de práticas desleais e defende que as tarifas americanas são injustificadas e arbitrárias.
  • O ministro Márcio Elias Rosa afirmou que a medida não inviabiliza o diálogo diplomático e a busca por uma saída negociada.
  • O Planalto anunciou a manutenção de medidas de proteção aos setores afetados por meio do Plano Brasil Soberano.

O governo brasileiro deu início formal a um processo de reciprocidade comercial contra os Estados Unidos, utilizando como base a Lei da Reciprocidade Econômica, sancionada em 2025. A decisão é uma resposta direta ao aumento de tarifas aplicado pelo governo de Donald Trump sobre produtos brasileiros, que atingiu patamares de 25% e 12,5%. O governo federal notificou as autoridades norte-americanas e solicitou a abertura de consultas diplomáticas, um passo necessário antes da eventual aplicação de qualquer restrição comercial equivalente pelo Brasil.

As tarifas impostas pelos Estados Unidos, que entraram em vigor em julho, afetam aproximadamente US$ 6,6 bilhões em exportações brasileiras, com setores como madeira, móveis, calçados e açúcar entre os mais vulneráveis. O governo dos EUA justificou a medida alegando supostas práticas desleais de comércio por parte do Brasil, incluindo críticas à regulação de plataformas digitais e ao sistema de pagamentos Pix. Brasília, por sua vez, refuta as alegações, classificando a taxação como arbitrária e discriminatória, e já acionou o sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Especialistas alertam que a escalada de retaliações pode gerar impactos negativos na economia interna, elevando o custo de vida e prejudicando a indústria nacional que depende de insumos importados. Apesar da tensão, o governo brasileiro mantém a postura de que o processo de reciprocidade é um instrumento de defesa e não encerra o desejo de negociação. O ministro Márcio Elias Rosa reforçou que o país busca mitigar os efeitos econômicos negativos por meio do Plano Brasil Soberano, enquanto tenta equilibrar a relação comercial com Washington através da diplomacia.

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