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Brasil inicia processo de reciprocidade contra tarifas dos EUA

O governo brasileiro acionou a Lei da Reciprocidade Econômica para contestar taxas impostas pelo governo Trump a produtos nacionais.

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Foto: G1 Política
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13/08 às 20:15 · atualizado 20:33

Pontos principais

  • O governo brasileiro notificou os EUA sobre o início do processo de reciprocidade comercial.
  • A medida baseia-se na Lei nº 15.122/2025, que permite retaliações contra barreiras externas.
  • As tarifas americanas, em vigor desde julho, atingem produtos como madeira, móveis, calçados e açúcar.
  • O governo Trump justificou as taxas citando restrições ao PIX e regulação de plataformas digitais.
  • O Brasil nega as acusações de práticas desleais de comércio e busca consultas diplomáticas.
  • O Ministério das Relações Exteriores busca mitigar impactos sem encerrar o diálogo com Washington.
  • O governo brasileiro anunciou o Plano Brasil Soberano para proteger os setores afetados.

O governo brasileiro deu início formal a um processo de reciprocidade contra os Estados Unidos, utilizando a Lei da Reciprocidade Econômica de 2025. A ação é uma resposta direta às tarifas impostas pela administração de Donald Trump, que entraram em vigor em julho e aplicam taxas de até 25% sobre diversos produtos brasileiros. O governo federal classificou a decisão americana como arbitrária e injustificada, rejeitando as alegações de práticas comerciais desleais que incluíram críticas ao sistema de pagamentos instantâneos PIX e às políticas de regulação digital do país. A medida visa abrir consultas diplomáticas para reverter o cenário e mitigar os prejuízos aos setores de exportação, que somam cerca de US$ 5,8 bilhões em vendas anuais. Apesar da tensão comercial, o ministro Márcio Elias Rosa afirmou que a iniciativa não inviabiliza futuras negociações entre as nações. O governo reforçou que, paralelamente ao processo diplomático, manterá medidas de proteção aos segmentos atingidos por meio do Plano Brasil Soberano, enquanto busca diversificar seus parceiros comerciais para reduzir a dependência do mercado norte-americano.

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