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Colômbia reconhece soberania de Israel sobre as Colinas de Golã

Governo colombiano alinha-se aos EUA e reconhece domínio israelense sobre o território, gerando críticas internacionais e tensões diplomáticas.

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Foto: BBC Brasil
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14/08 às 07:32 · atualizado 08:04

Pontos principais

  • A Colômbia é o segundo país a reconhecer formalmente a soberania de Israel sobre as Colinas de Golã, seguindo precedente dos EUA de 2019.
  • A decisão contraria resoluções da ONU e o consenso internacional, que classifica a região como território sírio ocupado.
  • O governo colombiano também anunciou a saída do Grupo de Haia e a retirada de sua intervenção contra Israel na Corte Internacional de Justiça.
  • Países como Síria, Egito e membros da Liga Árabe condenaram a medida, classificando-a como uma violação do direito internacional.
  • As Colinas de Golã são estrategicamente vitais para Israel devido à sua posição elevada e recursos hídricos, sendo ocupadas desde 1967.

O governo da Colômbia, sob a gestão de Abelardo de la Espriella, formalizou o reconhecimento da soberania de Israel sobre as Colinas de Golã. A medida marca uma guinada diplomática significativa no país, que também planeja transferir sua embaixada para Jerusalém e retirou sua intervenção em processos contra Israel na Corte Internacional de Justiça. A decisão isola a Colômbia no cenário regional, distanciando-a da posição majoritária da ONU e de outros países latino-americanos que consideram o território como sírio ocupado.

O reconhecimento gerou reações imediatas de condenação por parte da Síria, da Liga Árabe e de nações como Egito e Arábia Saudita, que apontam a iniciativa como uma violação do direito internacional. As Colinas de Golã, ocupadas por Israel desde a Guerra dos Seis Dias em 1967, possuem alto valor estratégico militar e hídrico, tornando a disputa territorial um ponto central de tensão no Oriente Médio.

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