A "Trama Golpista" refere-se a um conjunto de ações investigadas e condenadas pelo STF, visando a manutenção do ex-presidente Jair Bolsonaro no poder após as eleições de 2022 e a abolição do Estado Democrático de Direito no Brasil. As ações incluíram desinformação, ataques ao sistema eleitoral e planos de ruptura institucional, culminando nos ataques de 8 de janeiro de 2023. O STF tem julgado os envolvidos em diferentes núcleos, com diversas condenações e prisões já efetuadas, e alguns réus ainda enfrentam recursos e processos administrativos.
A "Trama Golpista" refere-se a um conjunto de ações e articulações que, segundo investigações e condenações do Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil, visavam a manutenção do ex-presidente Jair Bolsonaro no poder após a derrota nas eleições de 2022, e a abolição do Estado Democrático de Direito. As ações incluíram a disseminação de desinformação, ataques ao sistema eleitoral, pressão sobre militares, uso da máquina pública para fins políticos e a elaboração de planos para uma ruptura institucional, culminando nos ataques de 8 de janeiro de 2023 às sedes dos Três Poderes em Brasília. O STF tem julgado os envolvidos em diferentes "núcleos" de atuação, com diversas condenações e prisões já efetuadas. Além dos processos judiciais, alguns envolvidos também enfrentam processos administrativos, como o General Heleno, que teve um processo instaurado pela Comissão de Ética da Presidência, e está sendo apurado por uso indevido da Abin e declarações sobre "virar a mesa" antes das eleições de 2022. O ex-comandante da Marinha, Almir Garnier, e o general do Exército, Mário Fernandes, condenados por suas participações, tiveram propostas de trabalho para redução de pena rejeitadas pelo STF, por serem consideradas inadequadas ao contexto de suas condenações. Filipe Martins, ex-assessor especial da Presidência, foi preso provisoriamente após descumprir medidas cautelares, gerando um parecer contrário da Procuradoria-Geral da República (PGR) à sua soltura. Ele foi condenado a 21 anos de prisão pelos crimes de golpe de Estado, abolição do Estado Democrático de Direito, dano qualificado, deterioração do patrimônio tombado e organização criminosa. O tenente-coronel Mauro Cid, delator e condenado na trama golpista, irá para a reserva do Exército, mantendo sua patente e recebendo remuneração proporcional ao tempo de serviço.
Após as eleições presidenciais de 2022, que resultaram na vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, surgiram alegações de fraude eleitoral e questionamentos sobre a lisura do processo. Esse cenário foi acompanhado por manifestações e acampamentos em frente a quartéis, pedindo intervenção militar. A Procuradoria-Geral da República (PGR) e o STF iniciaram investigações sobre uma suposta organização criminosa que teria planejado e executado ações para impedir a transição democrática de poder e promover um golpe de Estado. As investigações apontam que a trama se articulou desde meados de 2020, com a intenção de minar a confiança nas urnas eletrônicas e no sistema eleitoral.
3 de mar, 2026
28 de jan, 2026