Mauro Cid serviu como ajudante de ordens de Jair Bolsonaro durante sua presidência. Ele se tornou uma figura central nas investigações sobre uma suposta trama golpista que visava manter o ex-presidente no poder após a derrota nas eleições de 2022. Em sua delação premiada, Cid apontou a participação direta de Bolsonaro em reuniões que discutiam essas tratativas. Sua colaboração foi vista como um elemento chave para o avanço das investigações, apesar de ter sido descrita por sua defesa como um processo traumático que resultou em isolamento e acusações de traição por parte de antigos colegas e figuras militares de alta patente, como Braga Netto.
Em janeiro de 2026, o comandante do Exército, general Tomás Paiva, assinou a portaria que autoriza a passagem de Mauro Cid para a reserva, após um pedido feito pelo próprio militar em agosto do ano anterior. A medida, que representa uma aposentadoria antecipada, permite que Cid mantenha a patente de tenente-coronel e receba uma remuneração proporcional aos seus quase 35 anos de serviço militar, estimada em cerca de R$ 16 mil. Ele terá até 90 dias para desocupar a residência na vila militar em Brasília. Atualmente, Cid cumpre uma pena de dois anos de prisão em regime aberto, com restrições como recolhimento noturno, proibição de saída do país e uso de redes sociais.