Quem é
Renata da Silva Souza nasceu no Rio de Janeiro em 31 de agosto de 1982 e é criada no Complexo da Maré, na Zona Norte da cidade. Jornalista formada pela PUC-Rio com bolsa integral, é doutora em Comunicação e Cultura pela UFRJ; a tese, defendida em 2017, trata da resistência da juventude frente à militarização da vida na Maré. Foi a primeira da família a entrar na universidade. Declara-se negra e feminista.
Trajetória
Atuou por mais de 15 anos como repórter do jornal comunitário "O Cidadão", na Maré, e trabalhou dez anos, de 2007 a 2017, no gabinete do então deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL). Foi chefe de gabinete da vereadora Marielle Franco, amiga desde o pré-vestibular comunitário, e decidiu se candidatar depois do assassinato dela, em março de 2018. Em 2020, foi candidata do PSOL à Prefeitura do Rio, a primeira mulher do partido a disputar o cargo.
Mandato na Alerj
Foi eleita deputada estadual em 2018, com 63.937 votos, a mais votada da esquerda no estado naquela eleição. Reeleita em 2022 com 174.132 votos, tornou-se a mulher mais votada da história da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), segundo seu site. Tomou posse no atual mandato em 1º de fevereiro de 2023. Presidiu a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania e a Comissão Especial de Enfrentamento à Miséria e à Extrema Pobreza e, segundo seu site, preside hoje a Comissão Especial de Favelas e Periferias e a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher.
Eleição de 2026
Candidata à reeleição pela federação PSOL/Rede, com o PSOL como partido, recebeu 176.871 votos, o 3º lugar entre os 1.107 candidatos a deputado estadual com voto válido no Rio de Janeiro. Foi eleita por quociente partidário (QP).
Bandeiras e propostas
Pelo perfil na Alerj, atua na defesa dos direitos humanos, na segurança pública sob a ótica dos direitos humanos e contra a violência dirigida a mulheres, negros, moradores de favelas e pessoas LGBT. Em entrevista ao Gênero e Número, em setembro de 2023, criticou a militarização da vida nas favelas e disse que a população LGBTQIA+ é a primeira hostilizada por quem tem armas.
