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Rafael Nobre (RJ)

Rafael Nobre (União Brasil) é empresário de Nilópolis, ex-presidente da Câmara Municipal e deputado estadual do Rio de Janeiro desde 2023. Reeleito em 2026 com 76.706 votos, o 18º mais votado do estado. Foi denunciado pelo MPRJ em julho de 2026 por organização criminosa e fraude em licitações; a defesa nega.

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Quem é

Rafael Pereira Nobre nasceu em Nilópolis (RJ) em 15 de abril de 1983 e foi criado no bairro do Cabuís. Filho de um motorista de ônibus e de uma inspetora de alunos, é casado com a médica Michelle Nobre e pai de uma filha. Declara ao TSE a ocupação de empresário, tem ensino médio completo e é filiado ao União Brasil. Sua base política está ligada ao grupo da família Abraão David, que tem forte influência em Nilópolis, segundo O Globo.

Trajetória

Candidatou-se a deputado estadual em 2014 e não se elegeu. Foi eleito vereador de Nilópolis em 2016, com 2.773 votos, e reeleito em 2020, com 4.020, nas duas vezes o mais votado da cidade. Presidiu a Câmara Municipal de janeiro de 2021 a janeiro de 2023. Passou pelo DEM, PP, PTB e União Brasil. Em 2022, elegeu-se deputado estadual pelo União Brasil, com 51.563 votos, o mais votado de Nilópolis para a Assembleia.

Mandato na Alerj

Tomou posse na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) em 1º de fevereiro de 2023. Segundo seu site, é titular das comissões de Educação e de Defesa Civil e 2º vogal da Mesa Diretora. Concentra a atuação em pautas da Baixada Fluminense, como obras e investimentos em saúde e infraestrutura.

Eleição de 2026

Candidato à reeleição pelo União Brasil, na federação União Progressista (União/PP), recebeu 76.706 votos, o 18º lugar entre os 1.107 candidatos a deputado estadual com voto válido no Rio de Janeiro. Foi eleito por quociente partidário (QP). No registro do TSE, a candidatura constava como pendente de julgamento na data da consulta.

Polêmicas

Em 16 de julho de 2026, o Ministério Público do Rio (MPRJ) denunciou Nobre e o vereador de São João de Meriti Julio Ricardo dos Santos Henriques, o Magrão Nobre, e outras oito pessoas por organização criminosa, fraude em licitações, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Segundo a denúncia, o grupo controlaria de forma oculta empresas usadas para fraudar licitações nas prefeituras de Magé e Japeri, com cerca de 45 contratos que somam R$ 357,9 milhões, embora a ação penal trate de três deles. O MPRJ pede a condenação, o ressarcimento de R$ 357,9 milhões e a perda dos mandatos. No mesmo dia, o Tribunal de Justiça autorizou buscas, inclusive no gabinete dele na Alerj, e R$ 21 mil em dinheiro foram apreendidos em sua casa. O Órgão Especial do TJ-RJ negou o pedido de prisão cautelar do MPRJ. A defesa diz que as medidas têm natureza investigatória e que a inocência será demonstrada nos autos. Pelas reportagens consultadas, até 17 de julho de 2026 não havia decisão de mérito.

Em 2017, quando era vereador, a Justiça Federal o condenou a 11 anos, 11 meses e 15 dias de prisão por associação para o tráfico e tráfico internacional de drogas, em processo sobre a importação do Paraguai de anabolizantes e medicamentos controlados. A defesa afirmava não haver condenação transitada em julgado, e o STJ concedeu liminar que suspendeu a prisão em outubro de 2017, segundo O Dia. As fontes consultadas não informam o desfecho posterior do caso.

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