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João Paulo Cunha

João Paulo Cunha (PT) é ex-metalúrgico e advogado de Osasco, deputado federal por cinco mandatos e presidente da Câmara de 2003 a 2005. Condenado no mensalão pelo STF em 2012, foi preso em 2014 e solto em 2016 com indulto. Incentivado por Lula a voltar à política, foi eleito deputado federal por São Paulo em 4 de outubro de 2026 com 109.548 votos, por média. Assume em fevereiro de 2027.

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Quem é João Paulo Cunha

João Paulo Cunha (Caraguatatuba, 6 de junho de 1958) é um ex-metalúrgico, advogado e político brasileiro filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT). Foi deputado federal por cinco mandatos, de 1995 a 2014, e presidente da Câmara dos Deputados de 2003 a 2005, no primeiro governo Lula. Condenado no processo do mensalão, ficou fora da política por mais de uma década e foi eleito novamente deputado federal por São Paulo em 4 de outubro de 2026.

Filho de José Venâncio da Cunha e Izabel Ribeiro da Cunha, mudou-se aos seis anos com a família para Osasco, na Grande São Paulo, onde trabalhou como programador de produção e metalúrgico na Braseixos. Militou na Pastoral da Juventude e nas Comunidades Eclesiais de Base da Igreja Católica e ajudou a criar a Oposição Sindical Metalúrgica de Osasco.

Trajetória política

Filiou-se ao PT em 1981 e foi um dos fundadores da executiva municipal do partido em Osasco. Em 1982, aos 24 anos, foi eleito vereador da cidade. Disputou a Prefeitura de Osasco em 1988 e em 1996, sem se eleger. Em 1990 foi eleito deputado estadual e, em 1994, deputado federal pela primeira vez. Presidiu o diretório estadual do PT em São Paulo a partir de 1995.

Em 2 de fevereiro de 2003 foi eleito presidente da Câmara dos Deputados com 434 votos. No período, a Câmara aprovou o Estatuto do Idoso, o Estatuto do Desarmamento e a Lei de Falências. Em 2006 foi o deputado do PT mais votado em São Paulo e, em 2010, voltou a ser o mais votado do partido no estado. Em 2011 foi indicado para presidir a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.

Mensalão e condenação

Enquanto presidia a Câmara, foi acusado de participação no escândalo do mensalão, depois que se descobriu um saque de R$ 50 mil feito por sua esposa no Banco Rural, ligado ao esquema do empresário Marcos Valério. Os colegas rejeitaram o pedido de cassação do mandato.

Em 2012 o Supremo Tribunal Federal o condenou na Ação Penal 470 por crimes cometidos quando presidia a Câmara. Segundo a Folha de S.Paulo, a pena foi de 6 anos e 4 meses por corrupção passiva e peculato. Naquele ano, renunciou no meio da campanha à candidatura a prefeito de Osasco. Deixou o mandato de deputado em 2014 e foi preso no mesmo ano. No início de 2016, beneficiado pelo indulto de Natal concedido pela presidente Dilma Rousseff, obteve alvará de soltura do STF, que declarou extinta a punibilidade.

Depois da prisão, passou a atuar como advogado em Brasília e ficou afastado da vida pública.

Volta à política e eleição de 2026

O retorno ganhou força em julho de 2025, quando o presidente Lula, em um evento em Osasco, se dirigiu a João Paulo Cunha, que estava na plateia, e o incentivou a voltar à vida pública.

Pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), recebeu 109.548 votos e foi o 46º candidato a deputado federal mais votado de São Paulo, entre 1.045. Foi eleito por média, na distribuição das sobras. Osasco lhe deu 20.888 votos e a capital, 17.621. Foi o único de quatro petistas condenados no mensalão ou na Operação Lava Jato a se eleger deputado em 2026; José Dirceu, Delúbio Soares e André Vargas não conseguiram. O mandato começa em 1º de fevereiro de 2027.

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