Quem é
João Hermeto de Oliveira Neto nasceu em Ipu (CE) em 3 de novembro de 1965 e foi para Brasília ainda criança, fixando-se entre o Núcleo Bandeirante e a Candangolândia. É subtenente da reserva da Polícia Militar do Distrito Federal, onde serviu por mais de 30 anos, e tem curso superior, segundo o TSE.
Trajetória
Antes do mandato, foi administrador regional da Candangolândia. Segundo a biografia na Câmara Legislativa, foi o primeiro policial militar a passar diretamente da tropa para uma cadeira de deputado distrital. Foi eleito em 2018, com 11.552 votos, pelo Partido Humanista da Solidariedade (PHS), e em fevereiro de 2019 migrou para o MDB, a convite do governador Ibaneis Rocha.
Mandato na Câmara Legislativa
Deputado distrital desde 2019, foi reeleito em 2022, com 22.332 votos, e exerce o segundo mandato na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Atua na área de segurança pública e é autor da Lei 6.390/2019, que criou o Programa Cidade Segura, de instalação de câmeras de monitoramento em pontos estratégicos do DF. Segundo a Casa, destinou mais de R$ 50 milhões em emendas parlamentares no primeiro mandato.
Polêmicas
Em outubro de 2019, a Justiça do DF concedeu medida protetiva, com base na Lei Maria da Penha, a favor da ex-mulher do deputado, Vanusa, que o acusava de violência psicológica e moral; ela apresentou ainda boletins de ocorrência de 2001 e 2002 em que relatava agressões e uma arma apontada para sua cabeça. Hermeto negou as acusações, disse que eram uma retaliação ao divórcio e anunciou ação por denúncia caluniosa, e seu advogado afirmou que as ocorrências antigas nunca viraram processo. O caso levou ao seu afastamento da CPI do Feminicídio da Câmara Legislativa, da qual era membro titular. Em 14 de novembro de 2019, o Tribunal de Justiça do DF derrubou a medida protetiva, mas manteve a proibição de contato entre os dois e de aproximação das residências. A defesa do deputado disse que a decisão mostrava a improcedência das acusações, e o Correio Braziliense informou que ele devia reassumir a vaga na CPI.
Em novembro de 2019, uma ex-funcionária do gabinete denunciou ao Ministério Público do DF que era obrigada a repassar parte do salário para a reforma do escritório político do deputado, prática conhecida como "rachadinha". O Ministério Público informou que o caso estava em análise; Hermeto negou e atribuiu a denúncia a uma campanha difamatória. As reportagens consultadas não trazem desfecho de nenhum dos dois casos, e a informação mais recente é de novembro de 2019.
Eleição de 2026
Candidato a deputado distrital pelo MDB, recebeu 26.433 votos em 4 de outubro de 2026. Foi o 19º candidato mais votado no Distrito Federal, entre 412, e foi eleito por média (distribuição das sobras) para uma das 24 vagas da Câmara Legislativa, em reeleição.
