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Governo Tarcísio de Freitas (2027-2030)

Governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) em seu segundo mandato à frente de São Paulo, de 6 de janeiro de 2027 a 6 de janeiro de 2031. Ele foi reeleito no primeiro turno de 4 de outubro de 2026, com cerca de 62,65% dos votos válidos, contra Fernando Haddad (PT), e tem Felício Ramuth (MDB) como vice. O plano de governo prevê SP CIN na segurança, privatização completa da Sabesp e meta de 90% de crianças alfabetizadas até 2030. O secretariado ainda será definido.

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Resultado da eleição

O Governo Tarcísio de Freitas (2027-2030) é o segundo mandato de Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos) à frente do governo do estado de São Paulo. Ele foi reeleito no primeiro turno das eleições de 4 de outubro de 2026, com Felício Ramuth (MDB) como vice-governador. O mandato começa em 6 de janeiro de 2027.

Tarcísio de Freitas foi reeleito governador de São Paulo em 4 de outubro de 2026, no primeiro turno. Com a totalização, teve 14.491.874 votos, cerca de 62,65% dos votos válidos, contra 8.423.656 votos (36,42%) de Fernando Haddad (PT), segundo os números divulgados pelo TSE e reproduzidos pelo Metrópoles. Em São Paulo, o governador é eleito no primeiro turno quando um candidato obtém mais da metade dos votos válidos.

O total superou os 13.480.643 votos que Tarcísio recebeu no segundo turno de 2022, até então a maior votação para governador no estado. Ele venceu em 639 dos 645 municípios paulistas; Haddad ganhou apenas em Diadema, Francisco Morato, Coronel Macedo, Sandovalina, Euclides da Cunha Paulista e Itapura.

Haddad ligou para cumprimentar o governador reeleito. No discurso da vitória, Tarcísio agradeceu a Jair Bolsonaro, que está preso, dizendo que ele "abriu as portas" para sua trajetória, e cumprimentou André do Prado e Guilherme Derrite, eleitos senadores por São Paulo.

Vice-governador

O vice na chapa da reeleição é Felício Ramuth, empresário e ex-prefeito de São José dos Campos, que já era vice-governador no primeiro mandato. Ramuth deixou o PSD e se filiou ao MDB para permanecer na chapa, o que aumentou o peso do MDB no governo, segundo a CNN Brasil.

Propostas e plano de governo

O plano de governo para 2027-2030 foi protocolado no TSE e organiza as propostas em dez eixos, entre eles segurança, saúde, educação, desenvolvimento social, mulheres, sustentabilidade, infraestrutura e economia do conhecimento. Os principais pontos, segundo o Metrópoles:

  • Segurança pública: criação do SP CIN (Centro de Inteligência e Inovação), que integra as bases de dados das polícias; ampliação do Muralha Paulista, programa de monitoramento; investigações financeiras contra o crime organizado e a lavagem de dinheiro; ampliação das medidas de combate à violência contra a mulher.
  • Saúde: programa SP Inova Saúde, com aumento de 40% nas consultas de telessaúde; Histórico Clínico Digital Unificado; redução das filas do SUS; cobertura de ao menos 95% nas vacinas monitoradas; programa de saúde mental; centros regionais de cuidado para dependentes de crack e outras drogas.
  • Educação: meta de 90% das crianças alfabetizadas até o fim de 2030; reforço em português e matemática, tutoria individual ou em pequenos grupos; inteligência artificial no currículo e ampliação da educação financeira; expansão do ensino integral, do ensino técnico e das escolas cívico-militares; manutenção do Provão Paulista.
  • Privatizações e parcerias: privatização completa da Sabesp; ampliação de concessões ou privatizações de portos e aeroportos; parcerias com a iniciativa privada em saúde e educação.
  • Meio ambiente: infraestruturas resilientes, como obras de drenagem, desassoreamento e reservatórios, e despoluição do Rio Tietê.
  • Mobilidade urbana: novo programa de expansão de metrô, trens metropolitanos, VLTs e Trens Intercidades, além de BRTs, corredores metropolitanos de ônibus, terminais de integração e travessias no litoral; novo terminal de ônibus integrado à Estação da Luz.

Secretariado e transição

Após a vitória, Tarcísio disse que decidiria a composição do secretariado depois do segundo turno da eleição presidencial, mas admitiu que haverá "algumas mexidas". Antes da eleição, havia indicado a aliados que não pretendia uma grande reformulação, para assegurar continuidade.

Segundo a CNN Brasil, de 7 de outubro de 2026, as mudanças são esperadas "nas próximas semanas". A reportagem cita, como possibilidades relatadas por aliados e ainda não confirmadas pelo governo:

  • o PSD, de Gilberto Kassab, deve perder espaço, e o secretário de Saúde, Eleuses Paiva, não deve permanecer;
  • Ricardo Salles (Novo) deve receber um cargo de alto escalão;
  • o MDB deve ser incluído no governo;
  • o nome do ex-governador Rodrigo Garcia (Republicanos) é mencionado, com resistência dentro do grupo de Tarcísio;
  • o relacionamento com o União Brasil passa a ser conduzido pelo presidente nacional do partido, Antônio Rueda, com a meta de reduzir o peso do grupo de Milton Leite, preso em agosto em investigação por corrupção e lavagem de dinheiro;
  • auxiliares que migraram do governo federal para São Paulo podem voltar a cargos federais se Flávio Bolsonaro vencer a Presidência.

O Palácio dos Bandeirantes não comentou a reportagem.

Assembleia Legislativa

Segundo reportagem do jornal O Liberal de 5 de outubro de 2026, a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) terá, a partir de 2027, uma base de 65 deputados de partidos aliados entre 94, um a menos que na legislatura anterior. O PL continua como maior bancada, com 27 cadeiras, seis a mais que na eleição anterior. A base inclui ainda PSD (9), Republicanos (6), Podemos (6), MDB (5), PP (5), União (4), PRD (1), Novo (1) e PSDB (1).

A oposição cresce de 23 para 28 cadeiras: PT com 16 (antes 17), PSOL com 9 (quatro a mais) e PSB com 3. Outras contagens divulgadas pela imprensa variam: há reportagens que dão 28 cadeiras ao PL e bases de 63 a 67 deputados.

Posse

Pela Emenda Constitucional 111/2021, os governadores eleitos em 2026 tomam posse em 6 de janeiro de 2027, e não em 1º de janeiro, e governam até 6 de janeiro de 2031, quando assumem seus sucessores.

O primeiro mandato (2023-2026)

Tarcísio assumiu o governo de São Paulo em 1º de janeiro de 2023, após vencer Fernando Haddad no segundo turno de 30 de outubro de 2022, com 13.480.643 votos (55,27% dos votos válidos), encerrando 28 anos de governos do PSDB. Felício Ramuth foi seu vice.

Entre as marcas da primeira gestão estão a privatização da Sabesp, concluída em 2024, o leilão do trecho norte do Rodoanel em 2023, a concessão de linhas da CPTM em 2025, o programa habitacional Casa Paulista e a nomeação de Guilherme Derrite para a Secretaria da Segurança Pública. O programa de câmeras corporais da Polícia Militar e a letalidade policial foram alvo de críticas, e em dezembro de 2025 mais de 60 organizações da sociedade civil apresentaram denúncia à OEA contra Tarcísio e Derrite por violência policial.

Sucessão em 2030

Segundo o Metrópoles, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), é o sucessor preferido de Tarcísio para o governo em 2030, e Felício Ramuth também é citado como nome possível. A reportagem afirma que Tarcísio disse a Nunes que Ramuth não atrapalharia sua candidatura em 2030, e que aliados consideram as conversas prematuras.

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