Quem é
Gilberto Moacir Cattani nasceu em 20 de maio de 1972 em Toledo (PR). Declara ao TSE a ocupação de agricultor e tem ensino médio completo. Morador do assentamento Pontal do Marape, na zona rural de Nova Mutum (MT), há mais de duas décadas, era pequeno produtor de leite antes da vida parlamentar. É casado e pai de três filhos. Segundo a biografia na Assembleia Legislativa, é admirador do filósofo Olavo de Carvalho e apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Trajetória
Entrou na política divulgando vídeos de opinião nas redes sociais. Disputou a primeira eleição em 2018, para deputado estadual pelo PSL, e ficou na primeira suplência, com 11.629 votos. Filiou-se ao PL em 2022.
Mandato na Assembleia Legislativa
Assumiu uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) em 18 de março de 2021, como primeiro suplente, depois da morte do deputado Silvio Fávero, por complicações da Covid-19; foi o primeiro assentado da reforma agrária a tomar posse como deputado estadual no estado. Reeleito em 2022 pelo PL, com 44.705 votos, em 6º lugar, cumpre o segundo mandato. Em fevereiro de 2023, foi eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos, Direitos de Defesa da Mulher, Cidadania, Amparo à Criança, ao Adolescente e ao Idoso. No primeiro ano de mandato, protocolou 284 proposituras e criou a Frente Parlamentar de Cuidados e Prevenção às Drogas de Mato Grosso.
Bandeiras e propostas
Atua em temas do agronegócio, da segurança pública e da defesa da propriedade privada, e defende pautas conservadoras. Pediu títulos de propriedade para assentados da reforma agrária e a criação das regiões metropolitanas de Sinop e Rondonópolis. Conseguiu aprovar na Assembleia, em primeira e segunda votação, projeto de lei que proíbe a exigência do passaporte sanitário de vacinação em Mato Grosso.
Polêmicas
Em 2021, foi alvo de inquérito policial por publicar que "ser homofóbico é uma escolha, ser gay também"; segundo o g1, o inquérito concluiu um ano depois que não houve crime de homofobia. Em julho de 2022, publicou nas redes uma foto com parentes armados, incluindo crianças, o que levou o Ministério Público a investigar o caso, e levou uma arma de brinquedo à Assembleia. Em janeiro de 2023, a Mesa Diretora arquivou, após notificação do Ministério Público Estadual, seu pedido de subcomissão para acompanhar os mato-grossenses presos pelos ataques de 8 de janeiro em Brasília.
Eleição de 2026
Candidato a deputado estadual pelo PL, recebeu 69.672 votos em 4 de outubro de 2026. Foi o 3º candidato mais votado de Mato Grosso, entre 253, e foi eleito por quociente partidário (QP) para uma das 24 vagas da Assembleia Legislativa.
