Quem é
Fabrício Silva Rosa nasceu em Goiânia em 9 de janeiro de 1980 e foi criado em Anápolis; voltou à capital aos 18 anos. É o mais velho de sete irmãos, filho de uma merendeira e de um trabalhador da construção civil. Tem ensino superior completo, é policial rodoviário federal e oficial da reserva da Polícia Militar, professor e doutorando em Direitos Humanos na Universidade Federal de Goiás (UFG). Gay assumido, é diretor da Rede Nacional de Policiais LGBTQIA+ (Renosp) e um dos fundadores do Movimento Policiais Antifascismo.
Trajetória
Disputou a primeira eleição em 2016, para vereador de Goiânia, com 1.380 votos. Em 2018 foi candidato ao Senado e recebeu mais de 46 mil votos. Em 2020 obteve 4.299 votos e foi o 13º mais votado para a Câmara Municipal de Goiânia, tornando-se o primeiro vereador LGBTQIA+ eleito na capital, segundo seu site. Em 2022, concorreu a deputado estadual pelo PT, com 20.432 votos, e ficou com a primeira suplência do partido. Em 2024, recebeu 7.216 votos para vereador. Ao ser eleito deputado estadual em 2026, ocupava uma cadeira na Câmara de Goiânia.
Na Polícia Militar e na Polícia Rodoviária Federal, atuou no enfrentamento ao trabalho escravo, ao tráfico de pessoas, ao trabalho infantil e à exploração sexual de crianças e adolescentes. É idealizador de projetos como o #SolidarizaGoiânia e o Policiais Contra o Câncer Infantil.
Eleição de 2026
Candidato a deputado estadual pelo PT, na Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV), Fabrício Rosa recebeu 81.540 votos e foi eleito, como o 2º candidato mais votado de Goiás, entre 554. Foi eleito por quociente partidário (QP). Em 2022, havia ficado na suplência.
Bandeiras e propostas
Em entrevista ao Jornal Opção após a eleição, afirmou que levará à Assembleia Legislativa de Goiás pautas de segurança pública e direitos humanos, como o combate à violência policial e a denúncia de supostos confrontos forjados, e que fará mandato de oposição ao futuro governo de Daniel Vilela (MDB). Declarou-se contrário ao modelo de gestão da saúde por Organizações Sociais, às mudanças no Ipasgo e às parcerias público-privadas na Saneago. Também quer articular a criação de casas estaduais de acolhimento para jovens LGBTQIA+ expulsos de casa, migrantes, idosos e pessoas em situação de rua.
