Quem é Delcídio do Amaral
Delcídio do Amaral Gómez (Corumbá, 8 de fevereiro de 1955) é engenheiro eletricista e político brasileiro filiado ao Partido Renovação Democrática (PRD). Foi ministro de Minas e Energia no governo Itamar Franco, diretor da Petrobras no governo Fernando Henrique Cardoso, secretário de Infraestrutura de Mato Grosso do Sul no governo Zeca do PT e senador pelo estado em dois mandatos, eleito pelo PT, até ter o mandato cassado em 2016. É candidato ao governo de Mato Grosso do Sul na eleição de 4 de outubro de 2026, com o número 25, e não ocupa cargo público.
Delcídio do Amaral hoje: candidatura ao governo em 2026
Delcídio concorre pela Federação Renovação Solidária, formada por PRD e Solidariedade, com o número 25 (o nome na urna é Delcidio Amaral). A candidata a vice-governadora é Mariliana Santos da Silva (Solidariedade). O registro foi pedido ao TRE-MS em 15 de agosto de 2026 e deferido pela Justiça Eleitoral; na declaração ao TSE, ele informou bens de R$ 1,6 milhão.
É a quarta vez que disputa o governo do estado. Os adversários incluem o governador Eduardo Riedel (PP), candidato à reeleição, Fábio Trad (PT) e João Henrique Catan (Novo). Na pesquisa Quaest divulgada em 25 de setembro de 2026, feita entre 21 e 24 de setembro com 804 eleitores e encomendada pela TV Morena, Delcídio tinha 6% das intenções de voto no cenário estimulado de primeiro turno.
Propostas
Em sabatina promovida por veículos de Mato Grosso do Sul em setembro de 2026, Delcídio defendeu:
- planejamento de longo prazo, com cenários de 20 anos para o estado;
- tecnologia e logística para mudar o perfil econômico de Mato Grosso do Sul, com agregação de valor à produção agropecuária, à mineração e ao gás natural;
- fortalecimento da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) na formação de profissionais de tecnologia e criação de um polo tecnológico nos moldes do de Florianópolis;
- regionalização da saúde, com atendimento remoto e cadastro único de pacientes;
- integração das forças de segurança estaduais e federais, com tecnologia de vigilância.
Prisão, delação e cassação: Delcídio já foi preso?
Sim. Em 25 de novembro de 2015, quando era líder do governo Dilma Rousseff no Senado, Delcídio foi preso pela Polícia Federal sob a acusação de tentar obstruir a Operação Lava Jato. Segundo a Procuradoria-Geral da República, ele ofereceu R$ 50 mil mensais à família do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró e sugeriu uma rota de fuga do país para que Cerveró não fizesse delação premiada. A conversa foi gravada por Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor. No mesmo dia foram presos o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, o advogado Edson Ribeiro e o chefe de gabinete do senador.
Em 19 de fevereiro de 2016, o ministro Teori Zavascki revogou a prisão preventiva, com restrições como recolhimento noturno. Delcídio fez acordo de delação premiada, homologado pelo STF em 15 de março de 2016, no qual citou, entre outros, Lula, Dilma Rousseff, Michel Temer, Aécio Neves, Eduardo Cunha e Renan Calheiros; os citados negaram as acusações. No mesmo dia, deixou o PT.
Em 10 de maio de 2016, o Senado cassou seu mandato por quebra de decoro parlamentar, por 74 votos a favor, nenhum contra e uma abstenção. Foi o terceiro senador cassado na história da Casa, depois de Luiz Estevão e Demóstenes Torres.
Processos e situação judicial
- Caso Cerveró (obstrução de Justiça): em julho de 2018, o juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília, absolveu Delcídio, Lula, André Esteves, José Carlos Bumlai e outros réus, por considerar que a acusação se apoiava apenas em delações. Em 2019, a Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região manteve a absolvição por unanimidade.
- Delação: em setembro de 2017, o procurador Ivan Cláudio Marx afirmou que Delcídio mentiu na colaboração e pediu a anulação do acordo.
- Elegibilidade: a cassação o tornou inelegível pela Lei da Ficha Limpa. Em 2018 e 2022 disputou eleições amparado por decisões judiciais; em 2022, uma liminar do TRF1 permitiu o registro da candidatura a deputado federal. Em 2026, o registro para governador foi deferido.
Carreira
Engenheiro eletricista, trabalhou na construção da Usina Hidrelétrica de Tucuruí, no Pará, e passou dois anos na Europa trabalhando para a Shell.
- 1991: diretor da Eletrosul, responsável pelo planejamento energético da região Sul.
- 1994: secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia (março a setembro) e ministro de Minas e Energia de setembro de 1994 a janeiro de 1995, no fim do governo Itamar Franco.
- 2000-2001: diretor de Gás e Energia da Petrobras, onde trabalhou com Nestor Cerveró e Paulo Roberto Costa.
- 2001: aproximou-se do PT e tornou-se secretário de Infraestrutura do governador Zeca do PT.
- 2002: eleito senador pelo PT.
- 2005: presidiu a CPMI dos Correios, que investigou o mensalão.
- 2010: reeleito senador.
- 2015: escolhido por Dilma Rousseff líder do governo no Senado e no Congresso, em abril.
Eleições disputadas
| Ano | Cargo | Partido | Resultado |
|---|---|---|---|
| 2002 | Senador (MS) | PT | Eleito |
| 2006 | Governador (MS) | PT | Derrotado no 1º turno por André Puccinelli |
| 2010 | Senador (MS) | PT | Eleito |
| 2014 | Governador (MS) | PT | Liderou o 1º turno com 42,92% e perdeu o 2º para Reinaldo Azambuja |
| 2018 | Senador (MS) | PTC | Não eleito |
| 2022 | Deputado federal (MS) | PTB | Não eleito |
| 2024 | Prefeito de Corumbá | PRD | Não eleito |
| 2026 | Governador (MS) | PRD | Candidato |
Depois de deixar o PT, filiou-se ao PTC em abril de 2018 e ao PTB, de Roberto Jefferson, em agosto de 2019. Hoje está no PRD.
Patrimônio declarado
O que Delcidio Amaral declarou à Justiça Eleitoral ao registrar a candidatura: bens pelo valor de compra, como na declaração do Imposto de Renda, e não pelo valor de mercado.
- Declarado em 2026
- R$ 1,6 mi
- 9 bens, entregue em 18/09/2026
- Desde 2022
- −52,6%
- inflação no período: +19,5% — abaixo dela
- Entre os 8 presidenciáveis
- 3º maior
- mediana: R$ 756 mil
A cada eleição
- declarado
- corrigido pelo IPCA até 2026
- 2014Governador, MS (PT), não eleitoR$ 3,4 miR$ 6,5 mi
- 2018Senador, MS (PTC), não eleitonenhum
- 2022Deputado federal, MS (PTB), não eleitoR$ 3,4 miR$ 4 mi
- 2026Governador, MS (PRD), em disputaR$ 1,6 mi
De que é feito, em 2026
- Imóveis (78%)R$ 1,3 mi
- Aplicações e fundos (14%)R$ 217 mil
- Veículos, barcos e aeronaves (8%)R$ 124 mil
- Empresas e ações (menos de 1%)R$ 3 mil
Maiores bens
- 1/3 da fazenda rancho do vale iiImóveisR$ 596.667
- 1/3 fazenda marília estância localizada em corumba/msImóveisR$ 244.458
- Investimento em infraestrutura e gado na fazendasanta rosaAplicações e fundosR$ 217.000
- Glebas de terras pastaveis na região de jacadigo, emcorumba- msImóveisR$ 165.862
- PlanoImóveisR$ 131.622
Todos os 9 bens declarados
- 1/3 da fazenda rancho do vale ii (Imóveis)R$ 596.667
- 1/3 fazenda marília estância localizada em corumba/ms (Imóveis)R$ 244.458
- Investimento em infraestrutura e gado na fazendasanta rosa (Aplicações e fundos)R$ 217.000
- Glebas de terras pastaveis na região de jacadigo, emcorumba- ms (Imóveis)R$ 165.862
- Plano (Imóveis)R$ 131.622
- Mini cooper ano 2011 modelo 2012 (Veículos, barcos e aeronaves)R$ 124.412
- Situado na av trompowski - florianópolis sc (Imóveis)R$ 106.095
- 4 lotes loteamento monções aguas quentes - caldas novas go (Imóveis)R$ 7.773
- Quota capital unicred fpolis (Empresas e ações)R$ 2.542
Fonte: Bens de candidato, TSE — a declaração entregue no registro de cada candidatura, eleições gerais de 2014 a 2026. Correção pelo IPCA (IBGE), do mês seguinte ao registro até agosto de 2026.
Trajetória da candidatura
Governo de Mato Grosso do Sul 2026 (PRD)
23 de agosto
Registro deferidoA Justiça Eleitoral julgou e deferiu o registro.
TSE — DivulgaCandContas, ficha do candidato (Delcidio do Amaral Gomez)
