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Clécio Luís

Clécio Luís Vilhena Vieira (União Brasil) é governador do Amapá desde 2023 e candidato à reeleição na eleição de 4 de outubro de 2026, com o número 44 e Teles Jr. (PDT) como vice. Professor de geografia nascido em Belém, foi vereador e prefeito de Macapá por dois mandatos (2013-2020), o primeiro do PSOL numa capital. Seu principal adversário é Dr. Furlan (PSD). O MPE pede no TRE-AP a cassação do registro da chapa por abuso de poder político; a ação não foi julgada.

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Quem é Clécio Luís

Clécio Luís Vilhena Vieira, conhecido como Clécio Luís e registrado na urna como Clécio, é um professor de geografia e político brasileiro. Nasceu em Belém, no Pará, em 8 de abril de 1972, e mudou-se ainda jovem para Macapá, onde construiu a carreira política. Formou-se em geografia pela Universidade Federal do Amapá (Unifap) e foi professor da rede pública estadual. Aos 26 anos, foi secretário de Estado da Educação do Amapá.

É governador do Amapá desde 1º de janeiro de 2023 e candidato à reeleição ao governo do estado na eleição de 4 de outubro de 2026. Antes, foi vereador de Macapá por dois mandatos (2005-2012) e prefeito da capital por outros dois (2013-2020).

Partido: do PT ao União Brasil

Clécio Luís passou por cinco partidos. Filiou-se ao PT em 1989 e, pela legenda, elegeu-se vereador em 2004. Em 2005, deixou o partido com outros integrantes da corrente Ação Popular Socialista, como o deputado federal Ivan Valente, e entrou no PSOL, ao lado de lideranças amapaenses como Randolfe Rodrigues. Pelo PSOL, foi reeleito vereador em 2008 e eleito prefeito de Macapá em 2012, o primeiro prefeito do partido numa capital.

Em 2016, transferiu-se para a Rede Sustentabilidade, pela qual se reelegeu prefeito. Deixou a Rede em agosto de 2020, depois de divergir do partido sobre a sucessão municipal. Em 2022, elegeu-se governador pelo Solidariedade. Em 30 de janeiro de 2026, filiou-se ao União Brasil em ato em Macapá com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, principal liderança do partido no estado.

Governador do Amapá

Clécio venceu a eleição de 2022 no primeiro turno, com 222.168 votos (53,69% dos válidos), pela coligação Amapá para Todos, que reunia Solidariedade, União Brasil, PDT, PL, Republicanos, PP e a federação PSDB-Cidadania. O segundo colocado foi Jaime Nunes. No segundo turno da eleição presidencial daquele ano, declarou apoio a Luiz Inácio Lula da Silva. Tomou posse em 1º de janeiro de 2023, sucedendo Waldez Góes, e tem como vice-governador Teles Junior (PDT).

Segundo acompanhamento do g1 Amapá divulgado em julho de 2026, das 34 promessas de campanha monitoradas, 19 haviam sido cumpridas integralmente e 12 estavam em execução. Entre as entregas listadas estão 1.500 moradias no Residencial Miracema e o Terminal Hidroviário de Santana; o novo Hospital de Emergências de Macapá estava em fase final de obras.

Candidatura à reeleição em 2026

A candidatura foi oficializada em convenção em Macapá em 24 de julho de 2026. O registro no TSE está deferido, com o número 44 (União Brasil). O candidato a vice é novamente Antonio Pinheiro Teles Junior, o Teles Jr. (PDT), que retirou a pré-candidatura ao Senado para permanecer na chapa.

A coligação Juntos por Todo o Amapá reúne Republicanos, PDT, Agir e quatro federações: União Progressista (União Brasil e PP), PSDB Cidadania, Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) e Renovação Solidária (PRD e Solidariedade). A chapa apoia Randolfe Rodrigues (PT) e Alliny Serrão (União Brasil) para o Senado. A Rede declarou apoio a Clécio fora da coligação formal.

Concorrem também ao governo Dr. Furlan (PSD, 55), ex-prefeito de Macapá, que sucedeu Clécio na prefeitura em 2021; Delegado Marcos (DC, 27); Carlos Cley (PSTU, 16), que foi vice na chapa de Clécio ao governo em 2006; e Jairo Palheta (PCO, 29). Na eleição municipal de 2020, Furlan venceu Josiel Alcolumbre, candidato apoiado por Clécio.

Na declaração de bens entregue ao TSE, Clécio informou patrimônio de R$ 497.990, composto por três lotes urbanos e um automóvel.

Trajetória política

A primeira disputa majoritária foi em 2006, quando concorreu ao governo do Amapá pelo PSOL, numa frente de esquerda com PSTU e PCB, e obteve 9.008 votos (3,02%). Em 2010, foi candidato a deputado federal pelo PSOL, sem se eleger.

Como vereador de Macapá, eleito em 2004 e reeleito em 2008, atuou em educação, acessibilidade e patrimônio histórico. Em 2012, chegou ao segundo turno da eleição para prefeito e venceu o então prefeito Roberto Góes (PDT) com 101.261 votos (50,59%). Em 2016, já na Rede, foi reeleito no segundo turno com 123.808 votos (60,50%), contra Gilvam Borges (PMDB).

Propostas

Segundo o programa de governo para 2027-2030 registrado no TSE, Clécio propõe:

  • criar um fundo soberano estadual com receitas do petróleo e gás da Margem Equatorial e um programa de qualificação profissional voltado à cadeia de óleo e gás;
  • implantar o Parque Tecnológico do Amapá, criar uma Zona de Processamento de Exportação e ampliar o uso da Zona Franca Verde de Macapá e Santana;
  • construir 3 mil moradias e entregar 10 mil títulos de propriedade urbanos e rurais;
  • pavimentar 500 quilômetros de vias urbanas em parceria com os 16 municípios e consolidar o Arco Metropolitano;
  • implantar um Hospital de Especialidades e um centro de alta complexidade em oncologia (CACON);
  • ofertar 50 mil vagas de qualificação profissional em quatro anos e ampliar as escolas de gestão compartilhada com a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros;
  • reforçar o combate ao crime organizado com inteligência policial e ataque aos fluxos financeiros das facções.

Processos e controvérsias

Propaganda antecipada. A Justiça Eleitoral condenou Clécio por propaganda eleitoral antecipada na campanha institucional "Eu visto a camisa do Amapá", veiculada pelo governo do estado em 2025. A decisão determinou a suspensão da campanha, a retirada do material e multa de R$ 10 mil; em 27 de julho de 2026, o TRE-AP manteve a condenação por maioria. A defesa sustentou que o material só usava símbolos oficiais do estado. Em outro processo, também em julho de 2026, a Justiça Eleitoral aplicou multa de R$ 25 mil por publicações em redes sociais que associavam a imagem do governador a obras com jingles e frases como "É Clécio". O governo informou que recorreria.

Ação por abuso de poder. Em 1º de outubro de 2026, o Ministério Público Eleitoral protocolou no TRE-AP uma ação de investigação judicial eleitoral (AIJE) contra Clécio e Teles Jr. por abuso de poder político na mesma campanha publicitária, que custou cerca de R$ 2,6 milhões. O MPE pede a cassação do registro ou do diploma da chapa e a inelegibilidade de Clécio por oito anos. A ação está em fase de instrução, sem julgamento.

Delação da Odebrecht. Em 2017, o ex-diretor da Odebrecht Ambiental Alexandre Barradas declarou em delação que a empresa repassou R$ 450 mil em caixa dois à campanha de Clécio a prefeito em 2012. O depoimento foi enviado ao TRF-1. Clécio negou: "Em nenhum momento minha campanha pediu ou recebeu doação de qualquer valor da empresa Odebrecht".

Pesquisas eleitorais

Levantamentos registrados no TSE e divulgados na reta final do primeiro turno:

  • Quaest (20 a 23 de setembro, 804 entrevistas, contratada pela Rede Amazônica): Dr. Furlan 53%, Clécio 40%.
  • Paraná Pesquisas (25 a 27 de setembro, 1.000 entrevistas, votos válidos): Dr. Furlan 59,2%, Clécio 39,7%.
  • Real Time Big Data (25 a 29 de setembro, 1.600 entrevistas, votos válidos): Dr. Furlan 61%, Clécio 39%.
  • Quaest (2 e 3 de outubro, 1.800 entrevistas, contratada pela Rede Amazônica, registro AP-08084/2026): Dr. Furlan 50%, Clécio 45% nas intenções de voto totais; nos votos válidos, 53% e 47%.

Vida pessoal

Clécio Luís é divorciado, segundo o registro de candidatura, e tem dois filhos. Foi criado em família católica e começou a militância política nas pastorais da Igreja Católica e no movimento comunitário nos anos 1980. Vive em Macapá.

Patrimônio declarado

O que Clécio declarou à Justiça Eleitoral ao registrar a candidatura: bens pelo valor de compra, como na declaração do Imposto de Renda, e não pelo valor de mercado.

Declarado em 2026
R$ 498 mil
4 bens, entregue em 18/09/2026
Desde 2022
+462,6%
inflação no período: +19,5% — acima dela
Entre os 5 presidenciáveis
2º maior
mediana: R$ 49 mil

A cada eleição

  • declarado
  • corrigido pelo IPCA até 2026
  1. 2022
    Governador, AP (SOLIDARIEDADE), eleito
    R$ 89 mil
    R$ 106 mil
  2. 2026
    Governador, AP (UNIÃO), em disputa
    R$ 498 mil

De que é feito, em 2026

  • Imóveis (63%)R$ 313 mil
  • Veículos, barcos e aeronaves (37%)R$ 185 mil

Maiores bens

  • Veiculo de passeio honda hrv advance cinzaVeículos, barcos e aeronavesR$ 184.990
  • Lote urbano n. 08, quadra 04 no loteamento prime norteImóveisR$ 105.000
  • Lote urbano n. 09, quadra 04 no loteamento prime norteImóveisR$ 104.000
  • Lote urbano n. 10, quadra 04 no loteamento prime norteImóveisR$ 104.000

Fonte: Bens de candidato, TSE — a declaração entregue no registro de cada candidatura, eleições gerais de 2014 a 2026. Correção pelo IPCA (IBGE), do mês seguinte ao registro até agosto de 2026.

Trajetória da candidatura

Governo do Amapá 2026 (União)

  1. 12 de setembro

    Registro deferido

    A Justiça Eleitoral julgou e deferiu o registro.

    TSE — DivulgaCandContas, ficha do candidato (Clécio Luís Vilhena Vieira)

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