Quem é
Anielle Francisco da Silva, conhecida como Anielle Franco, é uma educadora, jornalista, ativista e política brasileira nascida em 3 de maio de 1984 no Rio de Janeiro. Irmã da vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018, fundou o Instituto Marielle Franco e foi ministra da Igualdade Racial do governo Lula de janeiro de 2023 a abril de 2026. Filiada ao PT, foi eleita deputada federal pelo Rio de Janeiro em 4 de outubro de 2026.
Trajetória
Começou a jogar vôlei aos 8 anos e foi jogadora profissional. Aos 16 anos ganhou uma bolsa para estudar nos Estados Unidos, onde viveu doze anos e passou por instituições como o Navarro College, a Louisiana Tech University, a North Carolina Central University e a Florida A&M University. Graduou-se em Inglês e Jornalismo pela North Carolina Central University em 2008 e fez mestrado em Jornalismo pela Florida A&M University em 2010. No Brasil, graduou-se em Letras-Inglês pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) em 2015 e concluiu um segundo mestrado, em Relações Étnico-Raciais, pelo Cefet/RJ em 2021.
Após o assassinato da irmã, fundou o Instituto Marielle Franco, que promove atividades culturais e educacionais para crianças e preserva a memória de Marielle. Em 2020 lançou a Plataforma Antirracista nas Eleições (PANE), de apoio a candidaturas de mulheres negras, e em 2021 criou a Escola Marielles, de formação política. É autora de Cartas para Marielle e coorganizou A Radical Imaginação Política das Mulheres Negras.
Ministra da Igualdade Racial
Assumiu o Ministério da Igualdade Racial em janeiro de 2023, no terceiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2023 foi incluída pela revista Time entre as 12 mulheres do ano e recebeu a Grã-Cruz da Ordem de Rio Branco. Deixou o ministério em 1º de abril de 2026 para disputar a eleição; a secretária-executiva Rachel Barros assumiu a pasta.
Caso Silvio Almeida
Em setembro de 2024, a organização Me Too Brasil confirmou ter recebido relatos de assédio sexual contra o então ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, e Anielle Franco relatou ter sido uma das vítimas. Almeida negou as acusações e foi demitido pelo presidente Lula no mesmo mês. Em 21 de março de 2026, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, denunciou Almeida ao Supremo Tribunal Federal por importunação sexual contra Anielle; o caso tramita sob sigilo, com relatoria do ministro André Mendonça.
Eleição de 2026
Concorreu a deputada federal pelo PT, na federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV). Recebeu 149.726 votos, a 9ª maior votação para deputado federal no Rio de Janeiro entre 765 candidatos, e foi eleita pelo quociente partidário. O mandato começa em 1º de fevereiro de 2027.
