Incêndio destrói quase por completo o Ninho da Águia, na Baviera (Alemanha)
A polícia investiga como incêndio doloso o fogo que destruiu quase por completo o Kehlsteinhaus, nos Alpes Bávaros, e um suspeito de 33 anos foi internado em hospital psiquiátrico.
Pontos principais
- Segundo a polícia, o alarme soou às 21h15 de sexta-feira (23/10), e cerca de 200 socorristas de seis municípios atuaram durante a noite.
- Ninguém ficou ferido: segundo a polícia, não havia pessoas no prédio quando o fogo começou.
- Segundo a polícia, um homem alemão de 33 anos, com residência em Berlim, foi preso às 21h45 nas proximidades do local.
- Um parecer psiquiátrico preliminar diagnosticou doença psíquica, e o juiz determinou internação em hospital psiquiátrico por suspeita de incêndio doloso.
- Bartl Wimmer, presidente do consórcio Bergerlebnis Berchtesgaden, diz que o prejuízo “certamente vai a milhões”; peritos ainda vão medir a extensão dos danos.
- O prédio pertence ao Estado da Baviera; o ministro do Interior, Joachim Herrmann (CSU), diz que ele estava bem segurado e que a reconstrução levará tempo.
- Segundo o consórcio Bergerlebnis Berchtesgaden, o prédio foi construído em 1937 e 1938, durante o nazismo, como “casa de chá” para representação; desde 1952, funcionava como restaurante de montanha com exposição sobre sua história.
- A polícia isolou a área, há zona de exclusão aérea para drones e pede que caminhantes evitem a região.
O Kehlsteinhaus, conhecido internacionalmente como Ninho da Águia, ficou em chamas na noite de sexta-feira (23), no Obersalzberg, em Berchtesgaden, nos Alpes Bávaros, na Alemanha. Segundo a agência dpa, o prédio foi quase totalmente destruído. As equipes só conseguiram atuar com equipamento de proteção respiratória pesado, por causa do acesso difícil, dos gases tóxicos e das brasas que persistiram até a manhã de sábado (24).
A investigação da causa está a cargo da Kriminalpolizei Traunstein, sob direção da Staatsanwaltschaft Traunstein, com perícia do Bayerisches Landeskriminalamt. Os investigadores ainda não podem entrar com segurança no prédio, e as perícias devem continuar nos próximos dias. Um motivo político está sendo examinado, mas, segundo o promotor Rainer Vietze, as apurações nesse sentido “estão no início”. Ele afirmou, ainda, que é preciso presumir, no mínimo, imputabilidade reduzida do suspeito.
