Mississippi considera justificado tiro que matou bebê de 1 ano em Senatobia
A Procuradoria-Geral do Mississippi (EUA) considera justificado o uso de força que matou Kohen Wiley, de 1 ano, em Senatobia, em 14 de junho; as imagens do caso ainda não foram divulgadas.
Pontos principais
- A Procuradoria-Geral concluiu, em 19 de outubro, que o uso da força foi justificado, com base em investigação da Mississippi Bureau of Investigation (MBI) e na Seção 45-1-6 do Código do Mississippi.
- A MBI alegou, no dia do disparo, que o motorista avançou na direção dos policiais e quase atingiu um deles.
- Um vídeo de testemunha publicado logo após o disparo não mostra os tiros nem o carro se movendo na direção dos policiais.
- As imagens da câmera corporal e do estacionamento do Walmart não foram divulgadas; o Departamento de Segurança Pública diz que as entregará à imprensa por pedidos de acesso à informação.
- Nenhuma das duas mulheres foi acusada, e as autoridades não divulgaram provas do furto de fraldas.
- Ben Crump, advogado da família, pede a divulgação das imagens: se sustentam a decisão do estado, diz, devem ser liberadas.
O caso começou em 14 de junho, no estacionamento de um Walmart em Senatobia, no Mississippi (EUA). Policiais atendiam a um chamado por furto de um pacote de fraldas, atribuído às duas mulheres. Quando chegaram, Vellesiya Wiley e Latoya Ferrell já saíam da loja com o menino, Kohen, e entravam no carro. Os policiais sacaram as armas, e Vellesiya ergueu o filho para mostrar que havia uma criança no veículo. Um policial atirou contra o carro e matou o bebê, que estava no colo da mãe. Ferrell também foi ferida.
A Procuradoria-Geral não nomeia o policial nem detalha as provas que analisou. A Mississippi Free Press identifica o agente como Hunter Foster, apontado como o policial investigado.
