Eleitores sérvios no exterior enfrentam dificuldades em votação
Mudanças nos locais de votação na Sérvia geram críticas e mobilizam voluntários para garantir o exercício do voto de cidadãos residentes fora do país.
Pontos principais
- Autoridades eleitorais reduziram e realocaram locais de votação no exterior para o pleito parlamentar.
- O número de eleitores registrados fora da Sérvia saltou de 39 mil em 2023 para 100 mil este ano.
- Críticos acusam o governo de Aleksandar Vucic de dificultar o acesso às urnas para prejudicar a oposição.
- A plataforma VoteBnB foi criada por voluntários para oferecer transporte e acomodação aos eleitores afetados.
Eleitores sérvios que residem no exterior enfrentam desafios logísticos significativos para participar das eleições parlamentares deste fim de semana. A decisão das autoridades eleitorais de reduzir e realocar os locais de votação obriga muitos cidadãos a realizar viagens de longa distância, como o deslocamento entre cidades distantes no Canadá. O número de registros para votar fora do país cresceu expressivamente, atingindo 100 mil pessoas, em comparação aos 39 mil registrados no ano anterior.
Enquanto o governo de Aleksandar Vucic justifica as mudanças com base em critérios de segurança e logística, críticos apontam uma manobra para dificultar o voto da oposição. Em resposta, o movimento estudantil, fortalecido após o desabamento de uma estação ferroviária em 2024, busca mobilizar o eleitorado. A iniciativa voluntária VoteBnB surgiu para conectar eleitores a voluntários que oferecem transporte e acomodação, visando mitigar os obstáculos impostos pelo novo desenho dos locais de votação.
