Corinthians recebe ultimato do MP-SP e pode perder proteção judicial
O clube tem 15 dias para quitar R$ 10,14 milhões em atraso no RCE e prestar esclarecimentos sobre movimentações financeiras, sob risco de perder a proteção do regime.
Pontos principais
- O promotor Roberto Victor Anelli Bodini, do MP-SP, deu ao Corinthians 15 dias para depositar R$ 10.140.956,79 em atraso no RCE.
- O valor corresponde às parcelas incompletas de julho (R$ 2,5 milhões) e agosto (R$ 7,6 milhões) destinadas aos credores.
- Segundo a ESPN, o promotor exige extratos de um pagamento de R$ 26,03 milhões à Caixa, feito em junho.
- O MP-SP cobra explicações sobre um pagamento de mais de R$ 32 milhões feito pela Nike em agosto, classificado como operação financeira e por isso fora dos valores destinados ao acordo.
- No ofício, o promotor afirma que o cumprimento do plano "vem atingindo ponto crítico de estrangulamento financeiro".
- A RC Consultoria, do empresário Carlos Leite, pediu à Justiça a suspensão do plano, alegando 42% do rateio de agosto não pago e nenhum repasse em setembro.
- O Corinthians diz que acompanha permanentemente a execução do plano e responderá aos questionamentos formalmente nos autos.
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) deu ao Corinthians 15 dias para depositar integralmente R$ 10.140.956,79 atrasados no Regime Centralizado de Execuções (RCE). O valor corresponde às parcelas incompletas de julho e agosto destinadas aos credores. Enquanto o regime vigora, bloqueios e penhoras de dívidas antigas ficam proibidos; sem ele, o clube pode perder os benefícios tributários e a blindagem patrimonial.
Em ofício, o promotor Roberto Victor Anelli Bodini afirma que o cumprimento do plano "vem atingindo ponto crítico de estrangulamento financeiro, demandando intervenção judicial". Segundo a ESPN, ele exige extratos de um pagamento de R$ 26,03 milhões à Caixa feito em junho. O MP-SP também cobra explicações sobre o pagamento da Nike, classificado como operação financeira.
A RC Consultoria, do empresário Carlos Leite, pediu à Justiça a suspensão do plano; a empresa tem R$ 31,6 milhões na fila de pagamentos e afirma que o clube não pagou 42% do rateio de agosto e não repassou nada em setembro. Em nota, o Corinthians diz que acompanha permanentemente a execução do plano e que prestará os esclarecimentos formalmente nos autos. No parcelamento com a Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) da CBF, a sexta parcela consecutiva, de R$ 8 milhões, está em atraso e o transfer ban de seis meses segue em vigor.
