Banco da Coreia mantém taxa de juros em 3% ao ano
O Banco da Coreia, o banco central sul-coreano, manteve a taxa-base em 3,00% ao ano e deixou em aberto o momento de novas altas, que dependerá da inflação, da economia e da estabilidade financeira.
Pontos principais
- Taxa-base mantida em 3,00% ao ano, por unanimidade dos sete membros do Conselho de Política Monetária.
- A decisão vem depois de duas altas preventivas, cujos efeitos sobre crescimento, inflação e estabilidade financeira o banco quer avaliar.
- Inflação ao consumidor de 2,9% e subjacente de 2,8% em setembro, na faixa superior de 2%; o banco prevê que fique acima da meta por um período considerável.
- Para 2026, inflação em linha com a projeção de agosto (2,7% ao consumidor e 2,5% subjacente); para 2027, acima das anteriores (2,3% e 2,5%).
- Crescimento de 2026 e 2027 projetado consideravelmente acima das estimativas de agosto (3,3% e 2,9%), puxado sobretudo pelos semicondutores.
- Exportações de setembro em recorde acima de US$ 120 bilhões, com as de TI crescendo a três dígitos; para 2026, projeção de mais de US$ 1 trilhão e superávit em conta corrente acima dos US$ 450 bilhões previstos em agosto.
- Won valorizado de forma significativa frente ao dólar, apesar da força da moeda americana, por melhora na oferta e demanda de câmbio.
- Riscos externos: conflito no Oriente Médio, políticas monetária e fiscal das grandes economias e mudanças na política dos EUA após as eleições de meio de mandato.
- Preços de imóveis de faixa baixa e média em Seul e parte de Gyeonggi voltaram a acelerar; o banco aponta risco de desequilíbrio no mercado imobiliário e no endividamento das famílias.
O Banco da Coreia, o banco central sul-coreano, decidiu manter a taxa-base porque, segundo a própria instituição, a economia segue forte, mas as incertezas externas pedem cautela. O banco prefere medir os efeitos das altas anteriores antes de agir. Os dados do PIB do terceiro trimestre e da inflação de outubro devem orientar essa avaliação.
A instituição não fixou data para a próxima alta. Disse que definirá o momento e o ritmo de novos aumentos enquanto acompanha inflação, economia e estabilidade financeira, e que seguirá com a resposta de política até haver confiança de que a inflação converge de forma estável para a meta. O banco também vê pressões de demanda crescendo aos poucos e a recuperação do consumo ganhando ritmo.
Nos mercados, o banco registra alta dos rendimentos dos títulos de longo prazo no exterior e queda forte das ações, por dúvidas sobre os semicondutores. Esse quadro, diz a instituição, reforça a necessidade de acompanhar a sustentabilidade do investimento em inteligência artificial.
