Ações da Roche caem após vendas 7% maiores no 3º trimestre em moeda constante
A farmacêutica suíça Roche teve vendas 7% maiores no 3º trimestre em moeda constante (8% em francos suíços) e manteve a previsão para 2026, sem revisá-la.
Pontos principais
- No 3º trimestre de 2026, as vendas do grupo subiram 7% em moeda constante e 8% em francos suíços.
- Nos nove primeiros meses, as vendas somaram CHF 46,5 bilhões: alta de 6% em moeda constante e de 1% em francos suíços.
- A divisão farmacêutica vendeu CHF 36,2 bilhões (+7% em moeda constante); a de diagnóstico, CHF 10,3 bilhões (+4%).
- O Xolair somou CHF 2,5 bilhões, com alta de 20% em moeda constante, toda nos Estados Unidos.
- Produtos com patente expirada recuaram CHF 0,4 bilhão em moeda constante: Avastin, Herceptin, MabThera/Rituxan, Lucentis e Actemra/RoActemra.
- A previsão para 2026 foi confirmada sem revisão: vendas com alta de médio dígito simples e lucro por ação core com alta de alto dígito simples, ambos em moeda constante.
- Na Ásia-Pacífico, as vendas de diagnóstico caíram 4% em moeda constante, por reformas de preços na saúde da China.
A Roche, farmacêutica suíça com sede em Basileia, teve o balanço afetado pela moeda: a valorização do franco reduziu a alta medida em francos suíços nos nove primeiros meses, efeito que se reverteu no terceiro trimestre, quando as taxas de câmbio se estabilizaram. O crescimento veio de medicamentos para doenças graves, com destaque para o Xolair, enquanto produtos com patente expirada encolheram.
A empresa prevê elevar o dividendo em francos suíços. Ela ressalva que a meta de lucro por ação core não é uma previsão de lucro e não garante que o indicador vá igualar ou superar resultados anteriores.
