Inflação no Reino Unido atinge 3,5% em setembro, maior nível em 11 meses
Aceleração nos preços de combustíveis impulsionou a inflação britânica, aumentando a pressão sobre o Banco da Inglaterra para elevar as taxas de juros em novembro.
Pontos principais
- O índice de preços ao consumidor (CPI) do Reino Unido subiu 3,5% em 12 meses até setembro de 2026.
- O resultado superou a marca de 3,1% registrada em agosto, atingindo o patamar mais elevado em 11 meses.
- O setor de transportes, especialmente a alta nos combustíveis, foi o principal motor da inflação no período.
- O preço médio da gasolina subiu 8,2 pence por litro, alcançando 169,5 pence, o maior nível desde agosto de 2022.
- A inflação de combustíveis motores atingiu 29,8% em 12 meses, contra 23,0% observados em agosto.
- O Banco da Inglaterra considera realizar seu primeiro aumento de juros em mais de três anos na reunião de novembro.
- O governo britânico aprovou a exploração em um novo campo de gás no Mar do Norte em meio ao cenário de custos energéticos elevados.
A inflação no Reino Unido acelerou para 3,5% em setembro de 2026, conforme dados divulgados pelo Office for National Statistics (ONS). O avanço superou a taxa de 3,1% registrada em agosto, sendo impulsionado majoritariamente pelo aumento nos custos de energia e combustíveis. Segundo o relatório, o preço médio da gasolina subiu 8,2 pence por litro no período, atingindo 169,5 pence, o patamar mais alto desde agosto de 2022. Em contrapartida, os setores de restaurantes e hotéis apresentaram as principais contribuições para conter uma alta ainda mais acentuada no índice.
O cenário de inflação persistente acima da meta estabelecida pelo Banco da Inglaterra intensificou as expectativas do mercado financeiro por um aperto monetário. Analistas projetam que a autoridade monetária possa implementar o primeiro aumento nas taxas de juros em mais de três anos durante a reunião agendada para novembro. Paralelamente, o governo britânico busca mitigar a crise energética ao aprovar a exploração de um novo campo de gás no Mar do Norte, medida que visa aumentar a oferta interna diante da volatilidade dos preços globais de energia.
