Seca na França reduz produção de milho à metade e força importações
A produção francesa de milho deve atingir o menor nível desde 1976, obrigando o país a buscar suprimentos no Brasil e na Ucrânia em 2026.
Pontos principais
- A produção de milho na França deve cair para 7 milhões de toneladas em 2026.
- O governo francês anunciou um pacote de auxílio de 1,3 bilhão de euros ao setor.
- A crise climática deve reduzir as vendas do setor agrícola francês em 2,5 bilhões de euros.
- A União Europeia registrou um aumento de 40% nas importações de milho na safra 2026/27.
- Estados Unidos e Ucrânia ampliaram significativamente suas exportações para o bloco europeu.
A França enfrenta uma crise agrícola severa em 2026, com a produção de milho projetada para atingir apenas 7 milhões de toneladas, o menor volume registrado desde 1976. O impacto das ondas de calor e das restrições no armazenamento de água forçará o país a realizar importações históricas, voltando-se principalmente para o Brasil e a Ucrânia para suprir a demanda interna. Como resposta, o governo francês anunciou um pacote de ajuda de 1,3 bilhão de euros para mitigar os prejuízos, estimados em 2,5 bilhões de euros para o setor.
O cenário reflete uma tendência mais ampla na União Europeia, que viu suas importações de milho subirem 40% na safra 2026/27 devido à seca generalizada no continente. Enquanto a colheita da região caminha para o pior resultado desde o ano 2000, países como Estados Unidos e Ucrânia elevaram suas exportações para o bloco. Apesar da alta demanda, as importações de milho brasileiro pela União Europeia apresentaram queda no período, recuando para 1,82 milhão de toneladas.
