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Profissionais de elite ganham até US$ 400/hora treinando IAs

Médicos, advogados e engenheiros são contratados por plataformas de IA para rotular dados especializados e treinar modelos de próxima geração.

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20/10 às 13:20

Pontos principais

  • Advogados de direitos civis podem receber até US$ 400 por hora em tarefas de treinamento de IA.
  • Especialistas em física de matéria condensada e engenheiros de software recebem, respectivamente, US$ 170 e US$ 120 por hora.
  • A plataforma Mercor, focada em profissionais de alto nível, registra um pagamento médio de US$ 110 por hora.
  • Cerca de 30% dos colaboradores da plataforma Prolific já são classificados como especialistas em suas áreas.
  • O mercado busca dados privados e especializados para diferenciar modelos de IA frente à concorrência.
  • Especialistas alertam que o treinamento de modelos com conhecimento técnico pode levar à desvalorização de profissões inteiras.

O mercado de treinamento de inteligência artificial está atraindo profissionais altamente qualificados, como médicos, advogados e engenheiros, para atuar como especialistas na curadoria de dados. Diferente das tarefas de microtrabalho do passado, que exigiam apenas rotulagem simples, as novas demandas focam em conhecimentos técnicos complexos, como a interpretação de exames radiológicos ou a análise de documentos jurídicos, essenciais para o aprimoramento de modelos de linguagem e sistemas de IA generativa.

Plataformas como Mercor e Prolific lideram essa mudança, oferecendo remunerações que chegam a US$ 400 por hora para atrair talentos com pouco tempo disponível. Enquanto empresas buscam dados proprietários para ganhar vantagem competitiva, especialistas e acadêmicos expressam preocupação com o impacto a longo prazo, sugerindo que o fornecimento desses dados pode, paradoxalmente, acelerar a automação e a desvalorização das próprias profissões que estão ajudando a treinar os sistemas.

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