Governo do Reino Unido reaprova consentimento para campo de gás Jackdaw
A secretária de Estado para Segurança Energética e Net Zero autorizou novamente o campo de gás Jackdaw, após decisão judicial anular a licença anterior.
Pontos principais
- A secretária de Estado para Segurança Energética e Net Zero concedeu consentimento ao projeto Jackdaw em 14 de outubro de 2026.
- A decisão ocorre após a Court of Session anular a autorização de 2022 por omissão das emissões de escopo 3.
- O campo, operado pela Adura Operations Limited, deve elevar a produção doméstica de gás em cerca de 6% no pico.
- As emissões de gases de efeito estufa do projeto foram classificadas como um efeito ambiental significativo, recebendo peso adverso moderado.
- Ativistas climáticos e especialistas condenaram a aprovação, argumentando que o projeto ameaça as metas de descarbonização do Reino Unido.
- Críticos da decisão sustentam que a exploração não reduzirá o custo de vida e desvia o foco da transição energética nacional.
A secretária de Estado para Segurança Energética e Net Zero do Reino Unido concedeu novamente o consentimento para o desenvolvimento do campo de gás Jackdaw, localizado no Mar do Norte. A nova autorização incorpora a análise das emissões de escopo 3, fator que levou a Court of Session a anular o consentimento original de 2022 em janeiro de 2025. Segundo a pasta, embora as emissões diretas e indiretas representem um efeito ambiental significativo, o projeto é necessário para garantir a segurança do abastecimento enquanto o país avança na eletrificação industrial e residencial.
A decisão enfrentou forte oposição de ativistas climáticos e especialistas em meio ambiente, que classificaram a medida como contraditória aos compromissos ambientais britânicos. Críticos do projeto argumentam que a exploração de novos combustíveis fósseis desvia recursos e foco da descarbonização urgente do setor energético, além de questionarem a eficácia da medida para reduzir o custo de vida da população. Em resposta, o governo reiterou que o projeto não impedirá o cumprimento dos orçamentos de carbono nem a meta de net zero até 2050, ponderando que os benefícios econômicos e a estabilidade energética superam os impactos negativos identificados.
