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Soja e milho recuam na Bolsa de Chicago com avanço da colheita nos EUA

Preços das commodities agrícolas operam em baixa pressionados pelo clima favorável à colheita norte-americana e pela redução de posições de fundos de investimento.

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Foto: Canal Rural
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19/10 às 09:15, atualizado 19:32

Pontos principais

  • Contratos de soja para novembro acumularam cinco quedas consecutivas até 16 de outubro, atingindo 1.261,25 centavos por bushel.
  • O milho para dezembro fechou em queda de 1,53%, cotado a US$ 4,67 o bushel, o menor valor em dois meses.
  • Fundos de investimento reduziram suas posições compradas em soja em 3,20% e em milho em 25,29% na semana encerrada em 13 de outubro.
  • O avanço da colheita no Meio-Oeste dos Estados Unidos, favorecido pelo clima seco, pressiona as cotações para baixo.
  • Inspeções de exportação de milho dos EUA somaram 672.475 toneladas na semana encerrada em 15 de outubro, volume abaixo da semana anterior.
  • Preços da soja no mercado brasileiro recuaram acompanhando a desvalorização em Chicago e a queda do dólar comercial.

Os contratos futuros de soja e milho negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) registraram quedas expressivas nas últimas sessões, refletindo o avanço acelerado da colheita nos Estados Unidos. Segundo dados do CME Group, o contrato de soja com vencimento em novembro de 2026 encerrou o dia 16 de outubro em 1.261,25 centavos por bushel, marcando o quinto recuo consecutivo. O milho também foi impactado, com o vencimento para dezembro fechando a US$ 4,67 o bushel, atingindo o patamar mais baixo dos últimos dois meses.

A pressão sobre os preços é amplificada por condições climáticas favoráveis no Meio-Oeste americano, que permitem o progresso ininterrupto dos trabalhos de campo. Além da oferta crescente, o mercado avalia a redução do apetite dos fundos de investimento. De acordo com a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC), a posição líquida comprada dos fundos no milho recuou 25,29% na semana encerrada em 13 de outubro, enquanto na soja a redução foi de 3,20%, sinalizando um ajuste de portfólio diante do cenário de maior disponibilidade de grãos.

No Brasil, o impacto da desvalorização externa já é sentido nas praças comerciais. A queda da soja em Chicago, somada à desvalorização de 0,51% do dólar comercial, que fechou cotado a R$ 5,0468, pressionou os preços internos. Produtores brasileiros mantêm a comercialização travada, observando a volatilidade global enquanto o plantio da safra 2026/27 avança, atingindo 26% da área total, um ritmo superior aos 24% registrados no mesmo período do ciclo anterior.

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