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Macron enfrenta crise política após onda de distúrbios na França

Macron atribui a onda de violência de sábado na França a agitadores de ultraesquerda e a delinquentes, e anuncia medidas de proteção e diálogo a seis meses da eleição presidencial.

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18/10 às 19:15, atualizado 19/10 às 01:45

Pontos principais

  • No sábado (17), lojas foram saqueadas e prédios públicos atacados: Macron cita as prefeituras de Limoges incendiada e de Marselha invadida, o escritório de turismo de Lyon incendiado e a residência do préfet em Bordeaux atacada.
  • Macron diz que várias centenas de policiais e gendarmes ficaram feridos.
  • Ele diz que várias centenas de milhares de pessoas saíram às ruas no sábado, e liga o preço dos combustíveis ao conflito no Golfo Pérsico, do qual a França não participa.
  • Macron viaja aos países do Golfo a partir de 19 de outubro para garantir abastecimento de combustível e gás.
  • O primeiro-ministro presidirá, a partir de 19 de outubro, uma célula de crise para acelerar ajudas aos comerciantes.
  • Macron diz ter pedido ao ministro do Interior “toda a transparência” e que o governo tire “todas as lições” em matéria de inteligência e antecipação.
  • Uma plataforma do ministro da Educação, criada para ouvir os jovens, recebeu mais de 100 mil contribuições.

Em pronunciamento televisionado no domingo (18), Emmanuel Macron atribui a violência de sábado (17), em cidades da França metropolitana e do ultramar, a agitadores de ultraesquerda e a delinquentes. Ele distingue deles os manifestantes, cujas queixas sobre custo de vida e combustíveis considera legítimas, e diz que quem destruiu deve pagar e quem saqueou deve ressarcir.

Entre as medidas, os préfets, em conjunto com os prefeitos municipais, poderão proibir certas aglomerações, e o primeiro-ministro reunirá nos próximos dias partidos, sindicatos, patrões, estudantes, professores e parlamentares para propostas concretas. Macron afirma que o governo será intransigente com quem comete violência, e que o debate eleitoral deve ocorrer em reuniões públicas, nos partidos e na imprensa, não nas ruas.

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