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Estudo estima US$ 10,3 trilhões em infraestrutura de IA nos EUA até 2032

Estudo de Stijn Van Nieuwerburgh (Columbia) estima US$ 10,3 trilhões em investimento em infraestrutura de IA nos EUA entre 2025 e 2032, e aponta que a dívida fora dos balanços torna os riscos mais difíceis de observar.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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18/10 às 02:15, atualizado 13:01

Pontos principais

  • Estimativa de Van Nieuwerburgh: US$ 10,3 trilhões de investimento entre 2025 e 2032, em média 3,63% do PIB por ano, acima de canais, ferrovias, eletrificação, rodovias e telecom.
  • Do pipeline de cerca de 509 GW de projetos planejados, o cenário central prevê 182,8 GW em operação entre 2025 e 2032, 117,2 GW após 2032 e 226,9 GW que nunca serão concluídos.
  • Os gastos de capital de Oracle, Microsoft, Amazon, Meta e Alphabet passaram de cerca de US$ 97 bilhões em 2020 para mais de US$ 400 bilhões em 2025, e devem superar US$ 800 bilhões em 2026, acima do fluxo de caixa operacional combinado pela primeira vez.
  • Morgan Stanley estima que mais da metade dos cerca de US$ 2,9 trilhões necessários às demandas de computação dos hiperescaladores em 2025 a 2028 virá de capital externo, sendo cerca de US$ 800 bilhões em crédito privado.
  • No Hyperion, projeto da Meta de cerca de 2 GW e US$ 30 bilhões, a joint venture Beignet captou US$ 27 bilhões em dívida em outubro de 2025, com nota A+ da S&P e índice de cobertura do serviço da dívida de 1,12x.
  • A dívida do Beignet rende 6,58%, pelo menos 100 pontos-base acima do que a Meta provavelmente pagaria em dívida corporativa sem garantia, o que representa mais de US$ 5 bilhões de juros adicionais ao longo do financiamento, segundo o autor.
  • Moody's estima que os hiperescaladores tenham cerca de US$ 970 bilhões em compromissos de arrendamento, dos quais cerca de US$ 660 bilhões ainda não aparecem no balanço.
  • O beta dos REITs de data centers com o mercado acionário subiu de cerca de 0,5 para cerca de 1, o que, segundo o autor, os aproxima de um risco sistemático e os afasta de ativos defensivos.

O economista Stijn Van Nieuwerburgh, da Columbia Business School, parte de uma pergunta que o número de investimento não responde: quem financia essa conta e quem carrega o risco. Os hiperescaladores continuam sendo a principal fonte de demanda, mas financiam cada vez mais por arrendamentos, joint ventures, dívida de projetos, crédito privado e securitização. Segundo o autor, essa dívida migra para veículos separados, o que amplia a capacidade de captação, mas aumenta a alavancagem sobre os ativos e a torna menos visível nos balanços das empresas.

Van Nieuwerburgh não conclui que a infraestrutura de IA já represente risco sistêmico comparável aos booms de crédito do passado, e diz que seria prematuro fazê-lo. Entre as vulnerabilidades que cita estão a concentração em poucos inquilinos, a obsolescência de chips em ciclos mais curtos que os da dívida e a execução: conexão à rede elétrica, custo de energia, oposição local e escassez de GPUs e memória de alta banda. Para o autor, a principal contribuição de política neste estágio é melhorar a medição e a transparência.

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