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Ministro paraguaio reafirma laços com Taiwan após sanções da China

A China impôs contramedidas ao ministro paraguaio Gustavo Villate pelo que Pequim chama de apoio à independência de Taiwan; ele diz que a medida não condiciona as decisões de infraestrutura digital do Paraguai e que os projetos com a ilha serão acelerados.

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Foto: Folha de São Paulo - Mundo
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16/10 às 19:01, atualizado 23:31

Pontos principais

  • A chancelaria chinesa anunciou contramedidas contra Gustavo Emigdio Villate Samaniego, ministro paraguaio de Tecnologias da Informação e Comunicação, em 12 de outubro, com base na Lei Antissanções Estrangeiras.
  • As mesmas medidas atingem o chanceler de Belize, Francis Fonseca.
  • Pequim cita visitas de políticos do Paraguai e de Belize a Taiwan e a desinformação sobre “ataques cibernéticos chineses” como motivos.
  • Villate escreveu no X que a infraestrutura digital do Paraguai é decidida por critérios técnicos e de segurança nacional, e que “nenhuma sanção externa condiciona” essas decisões.
  • Villate diz que, junto com Taiwan, o Paraguai vai acelerar cada projeto conjunto, citando o Yguazú Digital, o Parque Tecnológico, a UPTP e o HIS.
  • A chancelaria chinesa diz que tomará “todas as medidas punitivas necessárias” contra os apoiadores mais radicais da “independência de Taiwan”.

A China anunciou contramedidas contra o ministro paraguaio de Tecnologias da Informação e Comunicação, Gustavo Emigdio Villate Samaniego, e contra o chanceler de Belize, Francis Fonseca. Segundo a porta-voz Mao Ning, políticos dos dois países visitaram Taiwan, receberam em seus países forças separatistas da “independência de Taiwan” e espalharam desinformação sobre “ataques cibernéticos chineses”. A medida, tomada com base na Lei Antissanções Estrangeiras, foi publicada no site da chancelaria como “ação de advertência e dissuasão”, e a porta-voz não detalhou seu conteúdo.

Em post no X no mesmo dia, Villate escreveu que a infraestrutura digital do Paraguai se rege por critérios técnicos e de segurança nacional, decididos soberanamente, e que “nenhuma sanção externa condiciona” essas decisões. Ele afirmou que, junto com Taiwan, o país vai acelerar cada projeto conjunto, citando o Yguazú Digital, o Parque Tecnológico, a UPTP e o HIS. Pequim, por sua vez, disse que tomará “todas as medidas punitivas necessárias” contra os apoiadores mais radicais da “independência de Taiwan”.

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