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Fundo soberano da Noruega pode voltar a investir em empresas de defesa

Comitê recomenda flexibilizar regras éticas para permitir que o fundo norueguês invista em fabricantes de armas nucleares de países aliados.

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Foto: Times Brasil
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16/10 às 12:31

Pontos principais

  • O fundo soberano da Noruega, avaliado em US$ 2,3 trilhões, estuda revisar suas restrições éticas sobre o setor de defesa.
  • A proposta permite investimentos em empresas que produzem armas nucleares, desde que sediadas em Estados aliados.
  • Atualmente, o fundo é proibido de investir em companhias como Boeing, Airbus e Lockheed Martin devido a essas diretrizes.
  • O relatório cita o declínio da ordem internacional como justificativa para a mudança na estratégia de alocação.
  • A recomendação passará por consulta pública e votação parlamentar, com decisão final prevista apenas para 2027.

Um comitê independente recomendou que o fundo soberano da Noruega, o maior do mundo com US$ 2,3 trilhões em ativos, flexibilize suas diretrizes éticas para permitir investimentos em empresas de defesa. A proposta sugere que o fundo possa adquirir participações em fabricantes de armas nucleares, contanto que estas estejam sediadas em países aliados e signatários do Tratado de Não Proliferação Nuclear. Atualmente, restrições rígidas impedem aportes em gigantes do setor, como Airbus, Boeing e Lockheed Martin.

O relatório justifica a mudança apontando o declínio da ordem internacional e a necessidade de adaptação a um cenário de conflitos globais crescentes. A recomendação gerou críticas imediatas de organizações como a Anistia Internacional e a Cruz Vermelha, que alertam para riscos à integridade ética e ao estigma contra armamentos nucleares. As medidas ainda passarão por consulta pública e dependem de aprovação parlamentar, com votação prevista apenas para 2027.

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